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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Petlovers - Verão: tosar ou não?

O verão chegou e, com ele, dias quentes, ensolarados e mais longos. Por causa do calor intenso, os tutores dos cãezinhos e gatinhos de pelos médios e longos se deparam com uma dúvida: será que devem ou não levar o patudinho para uma bela tosa? Afinal de contas, se a gente está com calor, os peludinhos também estão!


Pois é. Nem sempre é assim. A pelagem dos cães e gatos não funciona como a nossa roupa, onde temos que nos vestir mais no inverno para nos esquentar e menos no verão, para nos refrescar. Sendo assim, a pelagem dos animais é fundamental para ajudar a equilibrar a temperatura corporal dos mesmos, principalmente no caso dos cães, que não tem glândulas sudoríparas como nós.

Falando especificamente dos cães, a pelagem funciona como um isolante térmico, ajudando a equilibrar a temperatura corporal do cão e impedindo que ele ou perca ou receba calor em excesso. Como ele não tem glândulas sudoríparas para transpirar e fazer o corpo esfriar, ele utiliza a língua para equilibrar essa temperatura corporal.


Sendo assim, alguns animais precisam de tosa no verão e, muitas vezes, durante o ano todo e não apenas por motivos estéticos, mas até por questões de higiene e saúde. O ideal é não expor completamente a pele do seu animalzinho, que pode até sofrer queimaduras solares pela exposição excessiva, e deixar, pelo menos, 5 centímetros de comprimento da pelagem para os cães que necessitam de pelagem para proteção durante o verão.

Fica o conselho: busque orientações com o médico veterinário e o tosador e jamais faça tosas em casa. Deixe para quem entende do assunto!


Abraços,


Lara



Fonte das imagens: Corbis Images

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Petlovers - Seu Pet e o Calor

Verão brasileiro, calor de 40ºC. Quem aguenta? Nem nós e nem os nossos bichinhos de estimação! Se para a gente já é difícil suportar, imaginem para os nossos pets, cobertos de pelos por todo o corpo?

Pois é. Os patudinhos sofrem (e muito) com os dias acalorados e, se não prestarmos atenção ou não cuidarmos adequadamente, eles podem ter um problema chamado hipertermia, que é a elevação anormal da temperatura corporal, que poderá levar a óbito se não identificada a tempo.


No caso dos cães, como eles não transpiram, o cuidado é redobrado. Eles diminuem a sua temperatura corporal pela ofegação, portanto ver o cão com a língua para fora nem sempre significa que ele está com sede. Se ele estiver muito ofegante e com a língua para fora, a temperatura de seu corpo está muito alta. Se perceber isso, molhe o animal com água fria, envolva-o em uma toalha
também molhada em água fria e vá rapidamente para o médico veterinário.

Dicas para aliviar o calor dos patudinhos:

- jamais passeie em horários de sol forte ou intenso, ou seja, não vá passear com o seu pet entre 10 e 16 horas.

- quer saber se o calçamento está adequado para as patinhas do seu peludinho? Retire o seu sapato, pise no chão e teste a temperatura. Se você não aguentar, seu bichinho também não aguentará.


- leve um bebedouro portátil quando for passear. Ofereça água quando notar que o seu pet está ofegante e faça paradas em lugares com sombra para descansar.

- passe protetor solar nas pontas das orelhas, focinho, barriga e cotovelos do seu pet, principalmente se ele tiver pelagem branca. Animais de pelagem mais curta e branca têm maior tendência ao câncer de pele.

- mantenha a casa com as janelas abertas ou o ar condicionado em temperatura agradável.

- renove a água dos bebedouros mais vezes, aumente o número de potes de água e ofereça água gelada (sem exageros) para o seu bichinho.

- mantenha o seu bichinho de estimação tosado, com a pelagem bem curta. Essa dica vale para cães e gatos, inclusive. Quanto mais peludo é o seu pet, mais ele sofrerá com o calor.

- os banhos não precisam ser aumentados, mas a temperatura da água deve ser diminuída para morna ou fria. Se for secar, use apenas toalha ou secador com jato frio.


- borrifadores são uma boa pedida para diminuir o calor. Borrife água na pelagem dos bichinhos e nos ambientes da casa.

Calor é bacana, mas sem sofrimento!

Abraços,

Lara



Fonte das imagens: Corbis Images

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Petlovers - Hotel ou Pet Sitter? Viajando sem o seu Pet

Com a chegada das festividades de final de ano, muitas pessoas planejam viagens e passeios mais longos, como visitas à casa de parentes que estão distantes ou relaxar em uma cidade de praia. Mas, logo após a decisão de viajar, alguém ficará para trás: o seu animalzinho de estimação.


E agora? Pois é! Posse responsável também inclui ter cuidados extras com o seu bichinho nesta e em todas as épocas em que você viaja. Se você não pode contar com um amigo ou vizinho que possa dar uma ajudinha, o jeito é recorrer a um hotel ou pet sitter. O que é melhor?

Pet sitter é o mesmo que uma babá (ou baby sitter), que poderá cuidar do seu amiguinho em sua própria casa. É a solução para os casos onde o patudinho é muito dependente do seu dono e sofrerá bastante com a ausência do seu tutor. Também é uma ótima opção para os casos em que os animais não aceitam outros pets no mesmo ambiente, ou ainda para aqueles casos em que a mudança de ambiente, mesmo que temporariamente, causará danos ao bichinho, como depressão, inapetência e estresse.


Ficar em seu próprio ambiente não interferirá na rotina do seu pet quanto à alimentação e aos seus hábitos. Ele estará em território conhecido, com as suas coisinhas, portanto não haverão os problemas causados habitualmente pela mudança de ambiente. O seu pet sentirá apenas a sua ausência, mas não ficará ainda mais chateado por estar em um lugar estranho. Se você acha que mudar o ambiente fará o seu pet se amuar, um pet sitter é a melhor opção.

Já a opção do hotel é válida se você não pode contar com um pet sitter ou não tem com quem deixar. Mas fica o conselho: conheça com muita antecedência o local escolhido. Não há um consenso geral sobre as regras que devem reger a excelência de um hotel para pets, mas duas coisas, você deve exigir a comprovação: o local tem que ter um veterinário responsável e estar registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Visite o hotelzinho com o seu pet, converse com outros tutores que costumam deixar os seus bichinhos lá, procure saber como será a rotina adotada (se ficarão separados ou em conjunto; se haverá passeios e atividades; quantas alimentações por dia, etc), veja como é o acesso à água, a condição das instalações, se o hotel é o único negócio ou se faz parte do leque de opções disponíveis de um pet shop e, principalmente, observe se os "hóspedes" estão felizes ao ver o cuidador e lhe pedem carinho. Se a maioria dos bichinhos evitar o cuidador, algo está errado.

O legal é encontrar um hotelzinho com profissionais especializados, com atividades que garantam diversão, obediência, adestramento, exercícios e passeios, com supervisão 24 horas por dia. Outro ponto importante a observar é que, por mais que o seu pet fique em contato com outros animais, o
atendimento dele deve ser individualizado, como forma de suprir a sua ausência.


É claro que, ao voltar da sua viagem, você notará que algo diferente em seu bichinho: ele poderá estar mais magro, ou mais estressado, ou mesmo triste. Ele sente a sua falta e traduz isso em alguma mudança de comportamento. Portanto, tentar deixá-lo o máximo possível bem assistido e bem cuidado são coisas nas quais você deve pensar sempre.

Abraços,

Lara

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Petlovers - Ceia Natalina Para os Pets

Dezembro chegou e todo mundo já está em clima de Natal. Todo mundo, não! E o seu bichinho de estimação? Ele também adoraria entrar nesse clima natalino, principalmente no clima da gastronomia natalina!


É claro que tudo tem que ter moderação, mas algumas coisas são permitidas para ofertar ao seu cão ou gato e, assim, deixar o Natal do seu amiguinho mais delicioso! Dar um pouquinho da sua ceia para o pet até pode, sem exageros e apenas na quantidade que ele está acostumado a se servir. Não ofereça nunca:
- uva passa: está associada a problemas renais e catarata.
- cebola ou coisas temperadas com a mesma: a cebola é tóxica para cães e gatos.
- chocolate: também é tóxica para cães e gatos.
- doces e açúcar refinado: causam cáries e aumentam o volume de tártaro.

- ossos cozidos: quando cozidos, os ossos se tornam mais duros e quebradiços, portanto consumir ossos assim favorecerá perfurações gastrointestinais.
- bebidas alcoólicas: nem precisa comentar o porquê, né?


Se você não quiser arriscar, para os cães é só fazer o seguinte quitute: cozinhe arroz (branco ou integral) com quinua ou lentilha. Use um pouquinho de azeite e salsa, com pouquíssimo sal. Acrescente legumes cozidos ou batidos crus no liquidificador e adicione peito de peru ou carne suína crua.


Para os gatos, a receitinha é ainda mais fácil: carne crua picada ou em cubos, salpicadas com pó de casca de ovo, gotas de óleo de fígado de bacalhau e pouquíssimo levedo de cerveja.

Há, ainda, mais um quitute que você pode oferecer ao seu pet: patê de meaty bones (carne contendo ossos) de peru! Como a carne do peru é leve, menos gordurosa, muito nutritiva e de fácil digestão, a receita pode ser dada para cães (de qualquer porte) e gatos. É fácil de fazer: compre pescoço e/ou pedaços do dorso do peru e bata em liquidificador/processador. Simples assim! Esse patê pode ser oferecido duas vezes por dia, sem restrições. Se o seu animalzinho estiver com sobrepeso, a pele deve ser retirada.


Seu gatinho é muito exigente? Faça um meaty bones de peixe! Os melhores peixes são o atum, salmão, linguado e pescada branca. Nossas gatinhas, a Bolacha e a Bastet, adoram quando faço com atum e linguado!


Saia um pouco da rotina e deixe o seu pet mais feliz!

Abraços,

Lara


Fonte das imagens: Corbis Images

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Petlovers - Calopsitas

Nem só de cães e gatos vive o mundo pet. Hoje em dia, os humanos já pensam em outros animais de estimação, como ratos, cobras, furões e pássaros diversos.


A calopsita é um dos bichinhos mais procurados nos últimos tempos. É considerada uma ave doméstica pela legislação ambiental brasileira e passou por vários processos de evolução zootécnica e manejo para torná-la um animalzinho dócil, afável e dependente do homem.

Além de muito dóceis, as calopsitas se apegam aos seus donos e garantem diversão extra, pois são muito interativas, alegres e simpáticas. Convivem bem com outras espécies e se adaptam facilmente ao ambiente, desde que satisfeitas as suas necessidades e se mantenha o seu espaço.

Se você estiver pensando em possuir uma avezinha como esta, é bom avaliar e saber tudo sobre ela:

- posse responsável sempre: se você não tem tempo para cuidar, viaja com frequência e não tem com quem deixar, não quer grandes gastos com rações específicas e consultas veterinárias, não tenha. Calopsitas necessitam de interação com seus donos e podem ficar doentes e depressivas se o dono não der a atenção necessária.

- comportamento: não é padrão. Algumas são extremamente ativas, enquanto outras são mais calmas. Não criar expectativas sobre o comportamento é fundamental. O mais importante é interagir sempre, pois as calopsitas são inteligentes e muito brincalhonas.


- com criança em casa: ter uma calopsita, neste caso, não é a melhor opção. Sem querer, uma calopsita pode estranhar o modo como a criança a pega e, sem querer, se defender, causando ferimentos na criança.

- adaptação: como acontece com qualquer pet, a calopsita pode demorar um pouco a reconhecer o novo ambiente e até ficar sem comer nos primeiros dias. Seja paciente e interaja com ela sempre, mas sem exageros.

- alimentação: não caia na tentação de oferecer tudo que você come para a calopsita. Uma dieta balanceada, rica em sementes e ração especial para aves, é a melhor escolha. O médico veterinário especializado em aves pode orientá-lo nisso.

- interatividade: existem brinquedos próprios para aves. Ensiná-la a brincar com os humanos e mantê-la ocupada são fatores fundamentais para que ela não se sinta sozinha. Calopsitas, quando depressivas, podem até se automutilarem.


Gostou da ideia? Bacana! Mas não deixe o novo amiguinho sem supervisão, ainda mais se tiver outros pets. Por mais que sejam dóceis, são como crianças e, com criança brincando, nunca se sabe o que pode acontecer.

Abraços,

Lara


Fonte das imagens: Corbis Images

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Petlovers - Pensando em Ter um Bichinho

Ter um bichinho de estimação é uma decisão que deve ser levada extremamente a sério. Conviver com outra espécie animal dentro de casa deve ser tida como um prazer e isso, jamais esquecido. O contato com os bichos aumenta a nossa satisfação e nos dá alegria imensa, mas, antes de ter um patudinho, algumas coisas devem ser levadas em conta.


Veja alguns itens que devem ser vistos antes de tomar a decisão de ter um bichinho em casa:

- todas as pessoas que moram em sua casa devem concordar. A decisão deve ser muito bem discutida e pensada por todos os envolvidos e jamais deve ser movida por modismos ou impulsos, já que cuidar de um animal implica em uma relação de longo prazo. Isso sem contar que a posse deve ser sempre responsável, em razão do compromisso assumido perante o bem estar do animalzinho que você vai assumir de livre e espontânea vontade.

- considere tudo o que o animal precisará: espaço disponível, gastos com alimentação e consultas veterinárias, banhos, tosas, disponibilidade para passeios e brincadeiras, vacinação e alguém para tomar conta quando você for viajar.

- além dos cuidados básicos, o animal precisa de atenção, carinho e afeto. Portanto, o bichinho precisa de um pouco do seu tempo. Sendo assim, se você não tem tempo ou passar a maior parte do dia fora de casa, considere em não adotar ou em ter um animal mais independente.


- jamais considere a opção de dar um bichinho como presente, recompensa ou como agrado para alguém. Um animal não é um objeto de consumo que você poderá guardar no armário quando não quiser mais ou, simplesmente, abandonar na rua porque ou ficou velho e doente ou ficou grande demais. Animais não são descartáveis como lixo!

- quer um animal de raça? Pesquise antes para não reclamar depois. Algumas raças em específico requerem mais cuidados do que outras, portanto pesquise bem e peça orientação a um médico veterinário.

- quer um animal independente da sua raça? Considere, por favor, a adoção dos animais carentes, abandonados e com necessidades especiais! Diversos abrigos, ONGs e protetores independentes lutam pelo resgate e adoção dos abandonadinhos à própria sorte.

Se conselho vale, jamais adote por impulso ou por moda ou porque todo mundo tem. Ninguém é obrigado a ter um animalzinho em casa, principalmente se algum morador da sua casa não gosta ou tem alergia à penas e pelos. Seja um defensor da posse responsável sempre.


Depois de muito pensar, você decidiu não ter um animal em casa. Ok, mas você ainda pode ajudar mesmo que de longe: apadrinhe um animal abandonado. Ajude aos abrigos e instituições que cuidam de animais em situação de abandono ou rua, pesquise instituições sérias e aqueça o seu coração com uma boa ação. Doe ração, remédios, castrações e consultas veterinárias, faça parte dos mutirões de limpeza dos abrigos e ajude como puder. Os bichinhos carentes agradecem!

Abraços,

Lara


Fonte das Imagens: Corbis Images

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Petlovers - Petiscos e Guloseimas: Dar ou Não Dar?

Há quem diga que é bom e há quem recrimine a prática veementemente. Mas que é um agrado para os nossos olhos, é: ver o seu bichinho de estimação saborear, contente e feliz, um belo petisco não tem preço!


Petiscos e guloseimas podem ser introduzidos na rotina e no adestramento
dos pets sem problemas, desde que usados com moderação e jamais substituindo a ração. Quando usados para adestrar, eles se mostram extremamente eficientes para aumentar a obediência do cão ou do gato, melhorando ainda mais a convivência entre todos.

A recompensa deve ser sempre feita após o patudinho ter obedecido ou ter se portado de acordo com o desejado. Inclusive, os petiscos também são bons para ajudar a ensinar pequenas rotinas (como obedecer ao chamado) e para corrigir maus hábitos, associando o petisco, que é gostoso, ao hábito bom.


Mas somente oferecer o petisco pode se tornar uma faca de dois gumes. O
importante é fazer o seu pet conquistar o direito à guloseima, aproveitando para aumentar ainda mais a interação com ele e a motivação do seu patudinho. Brincadeiras como dar a pata ou rolar podem se tornar, além da própria brincadeira em si, hora de treino e reforço de obediência. Esconder petiscos também é saudável, pois estimulará a caça, o faro e a visão dos bichinhos. É só esconder em várias partes da casa e deixar que os pets encontrem as guloseimas. Atividades assim diminuem a depressão, o tédio e o sedentarismo dos bichos, além de diminuir a quantidade de móveis destruídos e buracos em seu jardim pela diminuição da ansiedade.

Compre sempre produtos de qualidade ou os recomendados pelo médico veterinário. O legal é sempre comprar um petisco que tenha a formulação
bem balanceada para não causar a obesidade em seu bichinho de estimação. Controle a quantidade também e não caia na tentação de dar o petisco só porque o seu patudinho fez aquela "cara de pidão", heim?


Aqui em casa, as nossas meninas recebem petiscos apenas duas vezes ao
dia e em quantidade muitíssimo controlada, já que a Bolacha precisa de
suplementação e a Bastet tem tendência a engordar. Vê-las satisfeitas e felizes ao comer o petisco nos enche de satisfação, mas quem manda somos nós.

Abraços,

Lara

Fonte das imagens: Corbis Images

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Petlovers - As Pulgas e o Cravo-da-Índia

Lá vem o verão... Calor no coração... Pois é. Lá vem o verão e, com ele, a alegria e a disposição que os dias mais quentes nos dá para enfrentar os problemas e saborear a vida e o que ela tem de melhor, não é?

Com os nossos amiguinhos incondicionais, não é diferente. A bicharada fica toda animada, brincando e pulando mais, com ânimo dobrado para curtir junto com a gente essa estação. Entretanto, o verão pode se tornar uma boa dor de cabeça se não estivermos atentos a um problema que já se tornou endêmico no Brasil: a infestação de pulgas.


Quem acompanha os meus textos já sabe que temos duas gatinhas (a Bolacha e a Bastet) e que nós fazemos a criação delas totalmente indoor, ou seja, nossas meninas não têm o mínimo contato com a rua. Mesmo assim, pela proximidade do nosso apartamento com o prédio ao lado, onde um dos apartamentos estava desocupado e totalmente invadido por pombas, as nossas pequenas pegaram pulgas. Aliás, a superpopulação de pombas também se tornou um problema de saúde pública em muitas cidades brasileiras.

Aqui em Santos, cidade portuária e turística, não é diferente. As pombas tomam conta da cidade e a superpopulação é vista principalmente quando nos aproximamos do porto. Infelizmente, as pombas estão infestadas de pulgas e acabam contaminando todos os ambientes onde vivem, sendo assim é bem provável que as diminutas pulgas tenham conseguido entrar em nosso apartamento e infestado as nossas gatinhas.


Outra explicação para essa infeliz ocorrência é a de que nós mesmos, eu e o meu maridão JH, é que tenhamos trago a praga aqui para a nossa casa. Como? Trazendo os ovos de pulga em nossas roupas e sapatos, simplesmente por andar nas ruas. É só andar pelas ruas de Santos para entender: muitos tutores e cães passeando pelas vias. O lado bom é que é bacana ver que aumentou (e muito) o número de cães com tutores e ver, também, que muita gente está passeando com o seu animal de estimação.
O lado ruim é que, infelizmente, muitos tutores não estão se ligando que precisam prevenir e cuidar mais para que os seus bichinhos não tenham pulgas e carrapatos.

Tentamos de tudo. Remédios para passar no chão, paredes e janelas. Remédios, pipetas, sabonetes e loções diversas para passar e dar banho nas gatas. Nada resolveu. Até aquele caríssimo produto que se passa no pescoço nós tentamos, mas sem nenhum resultado. Foi aí que o meu super maridão começou a pesquisar e descobriu uma solução simples, barata e que se mostrou bastante eficaz no controle do problema: o cravo-da-índia.


Eu já conheço o que o cravo-da-índia pode fazer faz muito tempo, já que usamos muito em Odontologia, mas jamais imaginaria que ele também se mostraria um bom combatente no caso das pulgas. Como já estávamos sem alternativas, resolvemos tentar e ver no que dava. E deu coisa boa! A infestação zerou e apenas ocasionalmente, as meninas pegam alguma coisa.

Vimos várias receitas que rolam na internet, das que usam apenas cravo e álcool, por exemplo, até as que misturam muitos ingredientes. Resolvemos testar a mais simples e paramos nela, já que o resultado foi bom logo de cara. O legal é que, além de controlar o problema das pulgas, outras pragas urbanas também diminuíram muito: formigas e pernilongos. Baratas? Não vimos mais também. A melhor parte foi a dos pernilongos! Imagine morar em uma cidade de praia e não ter tanto pernilongo para atazanar? Maravilha!

A nossa receita, então, ficou assim: usamos álcool 96º, um frasco de vidro (reaproveitei um frasco de geleia de 454 gramas) e um pacote de cravo-da-índia de 20 gramas. Colocamos o cravo no frasco e completamos com o álcool até quase a boca. Deixamos curtir por 5 dias, com o frasco de vidro
fechado. Quanto mais escuro estiver o líquido, mais concentrado estará.


Para usar, é só diluir um pouco dessa solução em água. Eu uso em todos os ambientes da casa. Passo no chão com pano molhado e uso borrifador para as portas e janelas. No caso das nossas gatinhas, passo no pelo delas antes e depois do banho, sempre diluído em água, e reaplico a cada 3 ou 4 dias com uma toalha. Quando acaba a solução, reaproveito o mesmo cravo por mais duas vezes, completando com o álcool da mesma forma. Só após é que jogo fora, lavo o frasco e faço uma nova solução com um pacote de cravo novo.

O cravo-da-índia tem propriedades anti-inflamatórias e bactericidas, além de ser calmante e antisséptico. Largamente usado na culinária do mundo todo, seus benefícios não se restringem apenas à comida e à nossa saúde. Nossa casa fica muito perfumada e mais limpa e nossos pets, sem parasitas e sem coceiras, também ficam mais felizes e mais saudáveis com ajuda desta poderosa florzinha seca.


Abraços,


Lara

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Petlovers - Meus Cães - Parte III

Oi, pessoas supimpas!

Me lembro quando o vi pela primeira vez. Eu estava na janela do meu quarto olhando para a rua. Ele me viu, largou seus companheiros e veio em direção ao meu portão sorrindo e abanando a cauda! Achei engraçado! E foi assim todas as vezes que me via. Uma vez meu irmão chegou em casa dizendo que havia visto um cachorro todo alegre pela rua.  Minha mãe também viu. Ele se engraçava com toda a vizinhança e por isso ganhou a simpatia da vizinhança.

A vizinha o batizou de Street. Todos os vizinhos tentaram adotá-lo mas ele gostava mesmo era de ficar na rua. À noite e durante as madrugadas colocava qualquer estranho para correr, fosse cachorro ou gente.

Quando alguém da vizinhança chegava do trabalho ou da escola ele vinha correndo para entrar junto. Várias vezes ele entrou comigo, até quando eu chegava das baladas. O problema é que quando eu já estava no meu sono acordava com ele chorando tentando passar pela grade do portão para voltar à rua. Em todas as vezes ele ficava preso. Era um sufoco tirá-lo de lá. Parecia que não sabia bem o que queria, se era ficar dentro de casa ou na rua.



Os vizinhos se revezavam dando banhos e comida a ele. Uma das vizinhas fez até uma casinha para ele com saída para a rua, assim ele podia sair a hora que quisesse sem acordar ninguém.

Um dia abrimos a porta da sala e ele entrou. Subia no sofá, descia, pulava, corria de um lado para o outro. Parecia bem feliz. Acho que se lembrou de que um dia já teve uma casa.

Uma vez um amigo me viu colocando o Street para dentro de casa e me perguntou se eu não havia pensado que ele poderia trazer alguma doença para nós. Achei um exagero da parte dele, mas depois pensei no caso. Passei a observar o Street, por onde ele andava, com quais cachorros ele ficava. Por mais que fosse bem alimentado e tivesse tomado banho durante as madrugadas ele percorria as ruas da vizinhança com outros cachorros e sabe-se lá por onde ele andava nessas horas. Sabemos que a rua não é um local muito saudável para se viver.

Ele era forte, resistente, acostumado à rua. Sabia se dar bem. Apesar de ser carinhoso com os vizinhos, com os cachorros e gente estranha ele era bem arredio. Várias vezes apareceu machucado por causa de brigas. Não somos tão resistentes como os cachorros de rua, por isso passei a ter mais cuidado ao brincar com ele. Fazia algumas carícias e logo ia lavar as mãos.

Com o tempo ele deixou de ficar tão alegre e alguns acharam estranho. Pensaram que era apenas algum momento ou impressão. Apesar de todos o tratarem bem ninguém chegou a leva-lo a um veterinário para ver se estava realmente bem, até que um dia ficou visível que ele estava doente. Quando chegou ao veterinário, já era tarde. Muito tarde! Havia contraído uma doença causada por um carrapato. Infelizmente Street teve que ser sacrificado.

Gostávamos de sua companhia, mas ninguém imaginou que ele precisava de um pouco mais de cuidados, além de comida e banho. E talvez, por viver nas ruas, precisasse mais do que qualquer outro cachorro que vive dentro de casa. Ouvíamos falar de cachorros que tinham morrido por causa desse parasita, mas jamais imaginamos que iria acontecer com o Street? Justo com o Street? Sim! Principalmente como ele, pois vivia nas ruas, tinha contato com outros cachorros de rua, deitava nas praças, rolava na terra. Enfim, ele tinha tudo para contrair a tal doença.

Animais também precisam de cuidados. Os que vivem nas ruas podem parecer resistentes à princípio, mas estão mais vulneráveis do que aqueles que têm dono. Podem aprender a conseguir comida e abrigo por eles mesmos, mas para tratarem da saúde precisam de nossa ajuda.

Abraços do MM!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Petlovers - Moda Pet: Enfeitar sem Exagerar

Enfeitar o bichinho de estimação, nos dias de hoje, virou mais do que moda. Parece que os tutores, mais do que produzir os pets, fazem questão de mostrar que não há limitações para transformarem os seus patudinhos em centro das atenções. Vestidos com renda e babadinhos, tecidos com brilhos e cristais, joias, gravatinhas incrementadas e super produções nos penteados, as opções são muitas, para todos os gostos e bolsos, mas... Será que alguém se preocupa com o bem estar dos bichinhos?


Pois é. Enfeitar, produzir e mimar o pet tem um limite: jamais poderá se sobrepor à saude e ao bem estar do patudinho. Roupas e enfeites não podem causar dor, atrapalhar as necessidades fisiológicas ou impedir a regulação da temperatura corporal dos pequeninos.

Querer enfeitar o seu bichinho de estimação é bacana, afinal de contas, para quem curte o mundo pet, é uma diversão e uma demonstração de carinho e atenção para com o pet, mas o enfeite tem que ser bem aceito pelo bichinho, senão não vale. A maioria dos pets não aceita ou porque não gostam ou porque não foram acostumados a isso. Sendo assim, se você acha legal vestir e enfeitar o seu cãozinho, por exemplo, tem que acostumá-lo desde filhote a isso. Animais adultos podem ser condicionados a aceitar os enfeites, mas ensiná-los leva mais tempo e demanda mais paciência.


Procure vestimentas que não impeçam a manutenção da temperatura corporal e que deixem o animal  correr, andar, pular, comer, brincar e fazer as suas necessidades fisiológicas, além de não causar nós
na pelagem, em caso de animais de pelos longos, e não causem processos alérgicos. No caso dos tecidos, as malhas são as mais indicadas.

Quando os pets não estão curtindo, é fácil identificar, já que eles param de andar, começam a se coçar e tentam arrancar os enfeites. Alguns começam até a demonstrar agressividade. Cuidados com os sapatinhos, geralmente os adereços mais detestados pelos bichinhos. O motivo: qualquer acessório que impeça o contato das patas com o solo pode interferir na sensibilidade, na postura e no equilíbrio do patudinho.


Observar se o seu bichinho está feliz e curtindo a brincadeira é fundamental, portanto fique ligado nas reações do seu pet. Cuidado com os exageros e faça valer o bom senso e a coerência. Aproveite as datas vindouras, como o halloween e o natal, e divirta-se muito com o seu pet, mas com consciência.

Abraços,

Lara


Fonte das images: Corbis Images

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Petlovers - Meus Cães - Parte II

Oi, pessoas supimpas!

Depois que o Moleque sumiu não tivemos outro cachorro, até os meus treze anos, quando veio o Hulk. Uma vizinha apareceu oferecendo dois vira-latas. Um ficou com a vizinha da frente, o outro com meu amigo. A mãe dele não queria cachorros de jeito nenhum. Me lembro de quando ele apareceu com um filhote de um amigo para mostrar à mãe e ela gritou “Leva essa coisa pra fora daqui!”. E ele aceitou o filhote da vizinha sem consultar a mãe antes.

Eu sabia que a mãe dele iria expulsar o cachorro de lá e fui com ele na esperança dele ficar comigo. E foi o que aconteceu, pois ao chegar com o filhote a mãe disse coisa parecida como da outra vez. Mas ele insistiu chorando. Enquanto os dois discutiam os prós e contras em ficar com o filhote eu brincava com ele na garagem. Por fim, quando meu amigo se deu por vencido eu perguntei se podia ficar com ele. Já tinha consultado minha mãe e ela tinha deixado. Mas meu amigo não me deu o filhote, quis devolvê-lo à vizinha. Então fui lá na vizinha, pedi e ganhei!




Meu amigo ficou aos prantos, muito chateado e eu muito feliz por ter ganhado um cachorro. Naquele momento aquele filhote era tudo para mim. Chamei-o de Hulk, mas nem me lembro porque, pois em nada se parecia com o tal personagem.

Eu não admitia que o Hulk fosse um vira-latas e não gostava quando o classificavam dessa forma. Eu queria que fosse um pastor alemão. Ele tinha cara, alguns até achavam que fosse, mas não era nem de longe um desses. Conforme ele foi crescendo fui aceitando sua condição de ser um sem raça definida. Depois passou a ter cara de fox terrier e com esse era bem mais parecido. Atingiu o porte médio e parou por aí.

Era inteligente. Não podia ouvir a palavra “passear” que já sabia o que significava. Ficava impaciente aos domingos, pois era o dia em que sempre o levávamos para passear numa praça. Eu não sei como ele sabia quando chegava o domingo, mas minha mãe disse que ele associava a fatos como meu pai estar em casa, vizinhos lavando carros com o rádio ligado e crianças brincando na rua.

Era bem manso, só não gostava quando mexiam na comida dele ou tentassem tirar a sua bolinha ou algum outro brinquedo. Bastava dizer “Dá” que ele já sabia que queriam algo dele.  E quando dizíamos “Tó” ele vinha correndo porque sabia que iria ganhar algo legal!

Na hora das refeições ele ficava na porta da copa, pois sabia que iria ganhar uns petiscos. Ele gostava que jogássemos pedaços de comida para o alto para ele pegar pulando. Comia se divertindo. Foi meu pai quem o acostumou a fazer isso.




Eu gostava de bagunçar seus pelos, principalmente os da cara! Ele se sacudia para arrumá-los. Gosto de cachorros peludos e bagunceiros, mas o Hulk até que não bagunçava tanto. Minha mãe ficava de olho. Ele adorava quando tinha visitas em casa e era comportado com elas.

Com o passar dos anos foi adoecendo. Ele tinha algo no coração e mostrava certa dificuldade em respirar.  Me lembro que era ano novo, estavam soltando fogos e ele já nem ligava mais. Meu pai disse “É, Hulk, acho que desse ano você não passa!” E não é que passou? Se recuperou e viveu mais um tanto.

Aos quatorze anos já se encontrava bem debilitado. Eu acordei, tomei café e levei um pedaço de bolo para ele. Estava deitado e se levantou com dificuldade para vir até mim. Aproximei o pedaço de bolo da sua boca, mas ele não quis comer. Ficou apenas ali do meu lado parado e eu me sentei ao lado dele. Ficamos assim por um bom tempo e depois tive que sair para trabalhar. Foi nesse dia que ele se foi.

Minha mãe me contou que ele se levantou, foi para perto dela, depois foi até minha prima e entrou em casa para ver meu pai, que estava doente e de cama.  Depois saiu, voltou para seu lugar e se deitou para ter seu merecido descanso.

Algo me dizia que ele iria naquele dia. Mas não fiquei triste. Senti muito sua falta, mas não fiquei triste. Quando me lembro dele sempre vejo os bons momentos que tivemos, e foram todos.




Depois dele, minha mãe não quis mais cachorros. Tivemos certo trabalho no fim da vida dele quando corríamos com ele ao veterinário. Em algumas vezes eu o levava nos braços, e como ele era pesado apesar de não ser tão grande. Minha mãe diz que se for para ter outro cachorro teria que ser bem pequeno, pois é melhor para levar ao veterinário. Mas, poxa vida, se é para pensar assim é melhor não ter mesmo.

Teve um dia que me peguei indo para o quintal chamá-lo para jogar um pedaço de pão. E foi bem depois dele ter morrido. Ainda sinto a falta dele.

Abraços do MM!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Petlovers - Meus Cães - Parte I

Olá, pessoas!

Sempre gostei de cachorros. Logo que nasci já tinha um rodeando meu berço. Seu nome era Moleque, um vira latas daqueles que gostava de ir para a rua. Das raras lembranças que tenho da casa onde morei na rua Dr. Rodrigo de Barros, no bairro da Luz, em São Paulo, uma é do Moleque. Eu estava no jardim e o Moleque passou por mim. Me lembro que passei a mão em seus pelos naquele momento.  Como eu era criança ele me pareceu enorme. Depois minha mãe me disse que era um cachorro pequeno.

Meu pai colocava uma identificação na coleira dele, uma licença obtida na prefeitura para que ele não fosse levado pela carrocinha se fosse encontrado na rua. Mas sempre roubavam suas identificações e meu pai tornava a ir à prefeitura conseguir outra.

Meu avô sempre me levava para passear no Jardim da Luz. O Moleque saía junto e ia até certa parte do caminho até ser chamado por algum outro cachorro ou outra coisa que lhe interessasse. E então ele pegava outro caminho e não voltava conosco. Ninguém se importava, pois ele sabia se virar sozinho nas ruas. Às vezes ele saía cedo e voltava bem tarde. Outras vezes trazia marcas de brigas, mas nada grave.

Uma vez minha mãe saiu comigo para me levar em algum lugar, e o Moleque foi junto. Como sempre, desviou do caminho e quando voltamos ele ainda não estava em casa. Sabíamos que uma hora ou outra ele chegaria. Mas naquele dia ele não chegou. Nem no dia seguinte. Ele ficava fora por muito tempo, mas nunca passou de mais de um dia na rua. Minha família procurou por ele em todas as ruas ao redor, mas não o encontrou. Jamais soubemos o que aconteceu a ele, mas acredito que se saiu bem.

Infelizmente não temos nenhuma foto dele para eu mostrar aqui, só temos imagens na memória. Apesar de eu ter somente uma única lembrança bem vaga do Moleque, uma imagem opaca de sua pelagem malhada, sinto sua falta. Eu fazia várias perguntas a minha família sobre ele. Eu gostava de ouvir as histórias bem humoradas de suas peripécias.

Minha mãe nunca quis ter cachorros em casa. Dava trabalho e ela sabia que eu e meu irmão não cuidaríamos direito.  Só queríamos saber da brincadeira, agora arrumar a bagunça já era complicado. O caso é que sempre gostei de cães, desde cedo. Não sei se foi por causa do Moleque ou se já nasci com esse enorme interesse e admiração por eles. Não importa a raça e se têm ou não raça. Gosto dos de porte médio e grande, de pelos desarrumados e bagunceiros.

Hoje por falta de tempo para cuidar e espaço em casa não tenho nenhum cão, mas pretendo ter em breve. Um cachorro é uma companhia bem agradável e um grande amigo.

Abraços do MM!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Petlovers - A importância da Vacinação

Todos os filhotes requerem cuidados ao nascer e durante o seu desenvolvimento, até chegarem à fase adulta. Isso vale para os humanos e para os animais. Sendo assim, a vacinação dos nossos animais de estimação é tão importante quanto os cuidados que temos com as nossas crianças. O ato de vacinar previne uma série de doenças e suas consequências, inclusive é medida de controle de zoonoses, como a raiva, portanto vacinar o seu cão ou o seu gato ajuda a evitar que eles adquiram até doenças graves.


Em nosso país, no caso dos cães, as principais vacinações são contra:
- cinomose: doença causada por um vírus, que pode ser até fatal ou muito debilitante, se não combatida à tempo. Causa tosse intensa, diarréia e pode afetar o sistema nervoso do cão.
- hepatite: doença causada por vírus e que se desenvolve muito rapidamente. Altamente infecciosa.
- parvovirose: também causada por vírus, causa diarréia sanguinolenta e ataca principalmente os filhotes. Frequentemente é fatal, sendo que o vírus causador sobrevive no ambiente por vários e vários meses. Por isso é que, muitas vezes, não se pode ter outro cãozinho tão cedo em um ambiente que abrigou animais com parvovirose.
- parainfluenza: mais uma vez, o causador é um vírus. Altamente contagiosa, desenvolve-se em ambientes com muitos cães em proximidade. Faz parte da etiologia da "tosse dos canis".
- leptospirose: doença causada por uma bactéria, transmitida principalmente por água contaminada através dos ratos. Causa insuficiências renal e hepática graves e pode ser passada aos humanos.


No caso dos gatos, as principais vacinações são contra:
- rinotraqueíte: doença conhecida como "gripe do gato", é causada por um vírus. Os sintomas são muito parecidos com a gripe humana, mas não é transmissível para humanos e cães. Gatos que já apresentaram rinotraqueíte tornam-se portadores do vírus, portanto a vacinação é uma medida de

prevenção.
- calicivirose: também causada por um vírus, é uma doença muito parecida com a rinotraqueíte. Sendo assim, o tratamento é o mesmo e a vacina, tão importante quanto. 
- panleucopenia: mais uma doença virótica, só que muito agressiva. Causa falta de apetite, apatia, febre, diarreia, vômitos, desidratação e diminuição dos leucócitos, as células de defesa do organismo. A única forma de prevenção é a vacina.
- leucemia felina: comumente conhecida pelas siglas FeLV. Também causada por um vírus, que ataca o sistema imune do gatinho, que se torna o portador da doença. Gatos com FeLV têm a vida bastante encurtada e a vacinação é a única forma de prevenção. Aproximadamente 85% dos gatinhos infectados morrem dentro de 3 anos e quase a metade destes animais morrem nos primeiros 12

meses, portanto vacine o seu gatinho e não o deixe virar estatística desta doença!
- clamidiose: doença causada por uma bactéria, altamente contagiosa, que causa febre alta, falta de apetite, conjuntivite e rinite nos gatinhos. Em casos mais graves, causa pneumonia. Forma de prevenção? Vacina, claro!



Todas as vacinações devem ser dadas pelo médico veterinário e são feitas de forma única, com uma pequena injeção subcutânea. O médico veterinário pode indicar a vacinação contra outras doenças, conforme as necessidades do seu bichinho. Cuidado com os "achismos" e vacinas oferecidas em casas de produtos veterinários e pet shops.

As primeiras doses vacinais começam em torno dos 45 dias a 8 semanas de vida e devem ser reforçadas anualmente em animais adultos, mesmo nos animais já mais idosos. Isso também vale para os animais que não têm contato com a rua. Já para os que os donos permitem dar a "voltinha" na rua, muitas vezes os veterinários prescrevem as vacinas a intervalos menores em razão do maior
risco de contágio.

Portanto, vacinar não só ajuda a manter a saúde do seu bichinho, mas também a reduzir drasticamente a disseminação de doenças, beneficiando a todos, humanos e patudinhos. A vacinação é, sem dúvida, uma das medidas preventivas mais importantes que um dono responsável deve ter com seu
amiguinho de estimação. 
 

Vacine os seus animais. Apadrinhe vacinações em ONGs de proteção animal e abrigos. Seja responsável pelo bichinho que está sob a sua guarda e, se puder, ajude os patudinhos carentes também.

Abraços,

Lara

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Petlovers - A Idade Humana de Cães e Gatos

Quem é que nunca quis saber, aproximadamente, a "idade humana" do seu amiguinho de estimação?
Curiosidade nata em nós, afinal de contas somos apaixonados por eles, não é mesmo? Apesar de toda a curiosidade que o assunto sempre gera, é muito importante saber a real idade do seu bichinho para avaliar e entender melhor as necessidades próprias à idade que ele tem e o comportamento que ele desenvolverá. Cães e gatos filhotes, "adolescentes", adultos e "idosinhos" têm necessidades e cuidados diferentes nessas etapas da vida deles, por isso é bacana a gente saber para proporcionar uma melhor qualidade de vida e mais saúde ainda para os nossos bichinhos.


O envelhecimento nos cães acontece de maneira diferente em consequência do porte. Os de porte pequeno vivem mais e envelhecem mais lentamente, enquanto que os de porte grande e gigante envelhecem mais rapidamente e, consequentemente, vivem menos. Ver um poodle de 18 anos é mais comum do que ver um mastim com a mesma idade.

De um modo geral, o que é aceito é que o primeiro ano de vida do cãozinho corresponde a 14 ou 15 anos nossos. Do segundo ao quinto ano de vida, estabelece-se a média de 5 a 7 anos nossos para cada ano do cão. A partir do oitavo ano de vida, a velocidade do envelhecimento cai um pouco e passamos a contar 4 ou 5 anos nossos para cada ano do cãozinho. É claro que a conta não é tão simples assim, já que há variação de raças, misturas e portes, mas já dá para saber bastante a idade fisiológica deste jeito.

No caso dos gatos, aquela conta dos 7 anos também não dá certo. Motivo: os gatos envelhecem muito

rapidamente em seus primeiros dois anos de vida. O método mais aceito é contar 15 anos humanos para o primeiro ano de vida do gatinho e, a partir do segundo ano de vida, 10 anos humanos. A partir do terceiro ano de vida, adiciona-se 4 anos nossos à idade dele. Um gatinho com dois anos de vida, por exemplo, tem o mesmo amadurecimento aproximado de um humano de 25 anos. Bastante, não é?


A questão do porte, nos gatos, não tem tanto peso como para os cães, mas a obesidade o tipo de criação, sim. Se você deixa o seu gatinho dar uma voltinha pela rua, ele viverá menos do que um gato com criação totalmente indoor. Lugar de gato é dentro de casa e não dando voltinhas por aí, sabiam? Gatos que têm contato com a rua ficam mais doentes, brigam mais (mesmo os que são castrados) e correm os mais variados riscos, como atropelamentos e envenenamentos, portanto não deixe o seu gatinho ficar passeando por aí. Já a obesidade felina aumenta a predisposição à várias doenças.

Entender que o envelhecimento é rápido para cães e gatos, explica o porquê de se levar o seu bichinho periodicamente ao veterinário, também. Se pensarmos que cada ano nosso representa, em média, 4 anos para eles, muitas coisas podem ocorrer no curto intervalo de um ano apenas. Por exemplo: se o seu cãozinho fez um exame de ultrassom hoje e nada foi encontrado, em 6 a 8 meses, ao refazer o exame, pode-se encontrar um tumor com tamanho considerável. Como os nossos animaizinhos não falam, temos que ficar atentos às mudanças sutis de comportamento para identificar os sinais de dor ou desconforto.


Saber a "idade humana", mesmo que de maneira aproximada, é realmente muito importante, principalmente quando os nossos bichinhos chegam na velhice. Entender as limitações que eles começarão a apresentar e prever os cuidados necessários conforme o envelhecimento deles, como dieta adequada e maiores cuidados veterinários, é nossa responsabilidade.

Cuidar bem do seu bichinho é um ato de amor e carinho.

Abraços,

Lara

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Petlovers - As Estações e os Pelos

E chegou a primavera! Flores, temperaturas mais amenas e... Muitos pelos pela casa! Quem tem um cão ou um gato já sabe que, em duas estações do ano, os bichinhos de estimação perdem os pelos mais que o habitual. Essas trocas são sazonais e acontecem nas estações de outono e primavera.


Por que os patudinhos trocam os pelos? Muito simples: é a renovação de suas proteções naturais contra épocas mais frias e mais quentes. No caso do inverno, a pelagem será mais densa e formará uma barreira contra o frio. Já na primavera, os pelos devem ser mais finos para que não passem tanto calor e até desenvolvam alergias e falhas na pelagem. 

O que fazer para que essas trocas sejam mais rápidas e a casa fique mais limpa? Simples também: escovação dos pelos. Adquirir o hábito de se escovar a pelagem do seu pet só traz benefícios e não deve ser feita apenas em épocas de troca de pelagem.

Escovar o pelo do seu amiguinho, além de ser um momento de carinho e cuidado para com o seu pet, deixa a pelagem mais lisa, mais brilhante e com menos nós. Não importa o tamanho da pelagem dele, a escovação deve ser feita com regularidade, tanto em gatos quanto em cães. No caso dos gatos, diminui-se até a formação das bolas de pelos no estômago deles. Já para os cães, principalmente os de pelagem mais longa, evita-se a indesejável formação de nós, que tantas vezes forçam a tosa completa do animal.

Se você cria o seu pet dentro de casa, ter um aspirador de pó é muito importante. A aspiração diminui e muito a quantidade de pelo espalhados, o que pode evitar até a rinite e o desenvolvimento de alergias. Procure, também, sempre varrer a casa e passar pano úmido nos móveis e pisos.


Se a perda de pelos estiver além do limite, já sabe, né? Perda excessiva, falhas, manchas avermelhadas e caroços são indicativos de problemas mais sérios, portanto, se perceber que algo não vai bem, leve o seu pet imediatamente ao médico veterinário.

Escovar a pelagem do seu pet é um ato de amor, carinho e cuidado!

Abraços,

Lara

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Petlovers - A Melhor Ração

Eu concordo plenamente. Como é difícil escolher a ração para os nossos pequeninos! Tantas marcas, tantas opções, tantas combinações de elementos e nutrientes, que a gente fica até tonto, não é? Muitas pessoas acabam escolhendo a ração pelo preço, mas uma coisa é sabida: quanto mais barata a ração é, pior qualidade ela apresenta. Pois então: o que a gente deve observar quando vai comprar a ração para o nosso pet?


No mercado brasileiro, temos basicamente 4 tipos de rações: "standard" ou "linha de combate", "premium", "super premium" e as específicas, como as para animais com problemas renais, diabetes, obesidade e raças específicas, por exemplo. A diferença entre elas está nos nutrientes que garantem uma dieta balanceada para o seu animal de estimação. Uma ração "super premium" possui ingredientes melhores e maior digestibilidade, que permite ao animal aproveitar melhor os nutrientes que a ração possui, comendo, então, uma menor quantidade de ração. A ração "premium" também possui bons ingredientes, mas digestibilidade menor. Já a "standard" tem muitos ingredientes com baixa digestibilidade, o que fará com que o animal tenha que ingerir uma quantidade bem maior de ração para se sustentar; consequentemente, ele consumirá mais ração e produzirá mais fezes.

As rações específicas são prescritas pelo médico veterinário para os animais com problemas de saúde e necessidades nutricionais específicas, como os diabéticos, com deficiências renais ou os que estão acima do peso. Ultimamente, dentro das específicas, mais um tipo de ração está surgindo: rações indicadas para determinadas raças, para animais castrados e para os animais idosos.
 

Quando me perguntam o que eu compro para as nossas gatinhas, eu sempre aconselho a comprar rações "super premium" ou, mais recentemente, as "high premium". Alimentam mais, deixam os bichinhos melhor alimentados e saciados por mais tempo, além de deixarem os pequeninos com um pelo brilhante que só e muito mais felizes. Comprar uma ração "super premium" é economia na certa, pois os animais comem menos (o que economiza a quantidade de ração comprada), são mais saudáveis (pois ingerem os nutrientes necessários e ficam menos doentes, o que também economiza consultas veterinárias) e até te dão um tempo na limpeza, já que o cocô diminui, é menos fedido e mais durinho, o que facilita na remoção e na limpeza.

Dicas e conselhos bastante importantes:
- jamais compre ração a granel. Não se consegue ver o prazo de validade, a tabela nutricional e a ração exposta perde e muito em seu grau de umidade, além de a gente não saber como é que se conserva essa ração que fica exposta.

- filhote tem que comer ração de filhote apenas. As rações para filhote têm cálcio, vitaminas e leite em sua composição, itens muito necessários na formação e crescimento dos pequenos patudinhos.
- as rações úmidas (de latinhas) são válidas, sim. Geralmente, são indicadas para o desmame e para animais já mais velhinhos, com problemas de dentição ou mastigação.
- os petiscos são válidos, mas sem exageros. Limite a oferta a duas vezes ao dia apenas, e para recompensar o seu bichinho, caso ele necessite de reeducação.
- cuidado com as sobras de comida. Cães e gatos têm exigências nutricionais bem diferentes das dos seres humanos e habituá-los somente às sobras pode gerar problemas sérios como obesidade, complicações renais e gástricas. A nossa comida pode, inclusive, aumentar a quantidade de tártaro e causar queda de pelos e diarréia, por excesso de gordura.



Ainda ficou perdido? Peça a orientação do médico veterinário sempre. Seu bichinho não gostou da ração que você comprou? Teste várias marcas e jamais force a alimentação do seu pet. Vai doar ração para um abrigo de patudinhos carentes? Por favor! Não economize! Compre ração de boa qualidade e faça uma boa ação, pois os animais que estão nos abrigos, em sua maioria, são resgatados com muitas deficiências nutricionais, portanto a boa ração que você comprar, vai ajudar e muito na recuperação destes animais carentes de tudo.

Para fechar o assunto, comprar uma boa ração garante alegria e longevidade para o seu amiguinho de estimação, que devolverá o seu cuidado com amor, saúde e muita alegria!

Abraços,

Lara