Oi, pessoas supimpas!
Depois que o Moleque sumiu não tivemos outro cachorro, até os meus treze anos, quando veio o Hulk. Uma vizinha apareceu oferecendo dois vira-latas. Um ficou com a vizinha da frente, o outro com meu amigo. A mãe dele não queria cachorros de jeito nenhum. Me lembro de quando ele apareceu com um filhote de um amigo para mostrar à mãe e ela gritou “Leva essa coisa pra fora daqui!”. E ele aceitou o filhote da vizinha sem consultar a mãe antes.
Eu sabia que a mãe dele iria expulsar o cachorro de lá e fui com ele na esperança dele ficar comigo. E foi o que aconteceu, pois ao chegar com o filhote a mãe disse coisa parecida como da outra vez. Mas ele insistiu chorando. Enquanto os dois discutiam os prós e contras em ficar com o filhote eu brincava com ele na garagem. Por fim, quando meu amigo se deu por vencido eu perguntei se podia ficar com ele. Já tinha consultado minha mãe e ela tinha deixado. Mas meu amigo não me deu o filhote, quis devolvê-lo à vizinha. Então fui lá na vizinha, pedi e ganhei!

Meu amigo ficou aos prantos, muito chateado e eu muito feliz por ter ganhado um cachorro. Naquele momento aquele filhote era tudo para mim. Chamei-o de Hulk, mas nem me lembro porque, pois em nada se parecia com o tal personagem.
Eu não admitia que o Hulk fosse um vira-latas e não gostava quando o classificavam dessa forma. Eu queria que fosse um pastor alemão. Ele tinha cara, alguns até achavam que fosse, mas não era nem de longe um desses. Conforme ele foi crescendo fui aceitando sua condição de ser um sem raça definida. Depois passou a ter cara de fox terrier e com esse era bem mais parecido. Atingiu o porte médio e parou por aí.
Era inteligente. Não podia ouvir a palavra “passear” que já sabia o que significava. Ficava impaciente aos domingos, pois era o dia em que sempre o levávamos para passear numa praça. Eu não sei como ele sabia quando chegava o domingo, mas minha mãe disse que ele associava a fatos como meu pai estar em casa, vizinhos lavando carros com o rádio ligado e crianças brincando na rua.
Era bem manso, só não gostava quando mexiam na comida dele ou tentassem tirar a sua bolinha ou algum outro brinquedo. Bastava dizer “Dá” que ele já sabia que queriam algo dele. E quando dizíamos “Tó” ele vinha correndo porque sabia que iria ganhar algo legal!
Na hora das refeições ele ficava na porta da copa, pois sabia que iria ganhar uns petiscos. Ele gostava que jogássemos pedaços de comida para o alto para ele pegar pulando. Comia se divertindo. Foi meu pai quem o acostumou a fazer isso.

Eu gostava de bagunçar seus pelos, principalmente os da cara! Ele se sacudia para arrumá-los. Gosto de cachorros peludos e bagunceiros, mas o Hulk até que não bagunçava tanto. Minha mãe ficava de olho. Ele adorava quando tinha visitas em casa e era comportado com elas.
Com o passar dos anos foi adoecendo. Ele tinha algo no coração e mostrava certa dificuldade em respirar. Me lembro que era ano novo, estavam soltando fogos e ele já nem ligava mais. Meu pai disse “É, Hulk, acho que desse ano você não passa!” E não é que passou? Se recuperou e viveu mais um tanto.
Aos quatorze anos já se encontrava bem debilitado. Eu acordei, tomei café e levei um pedaço de bolo para ele. Estava deitado e se levantou com dificuldade para vir até mim. Aproximei o pedaço de bolo da sua boca, mas ele não quis comer. Ficou apenas ali do meu lado parado e eu me sentei ao lado dele. Ficamos assim por um bom tempo e depois tive que sair para trabalhar. Foi nesse dia que ele se foi.
Minha mãe me contou que ele se levantou, foi para perto dela, depois foi até minha prima e entrou em casa para ver meu pai, que estava doente e de cama. Depois saiu, voltou para seu lugar e se deitou para ter seu merecido descanso.
Algo me dizia que ele iria naquele dia. Mas não fiquei triste. Senti muito sua falta, mas não fiquei triste. Quando me lembro dele sempre vejo os bons momentos que tivemos, e foram todos.

Depois dele, minha mãe não quis mais cachorros. Tivemos certo trabalho no fim da vida dele quando corríamos com ele ao veterinário. Em algumas vezes eu o levava nos braços, e como ele era pesado apesar de não ser tão grande. Minha mãe diz que se for para ter outro cachorro teria que ser bem pequeno, pois é melhor para levar ao veterinário. Mas, poxa vida, se é para pensar assim é melhor não ter mesmo.
Teve um dia que me peguei indo para o quintal chamá-lo para jogar um pedaço de pão. E foi bem depois dele ter morrido. Ainda sinto a falta dele.
Abraços do MM!
Eu adoro ideias novas! Estou sempre espiando sites de artesanato, reciclagem e reaproveitamento de materiais para decoração e arte propriamente dita. Desta vez, a ideia que fiz para a nossa Recriarte de
hoje, eu não achei na internet, mas na rua.
Estava saindo do banco quando, ao descer as escadas, reparei em algo que estava preso ao poste de iluminação pública. Fiquei curiosa e, ao me aproximar, vi que nada mais era do que uma garrafa pet de refrigerante, recortada e cheia de saquinhos plásticos, amarrada ao poste. A garrafa continha uma etiqueta colada, com dizeres orientando os tutores dos cães a pegar um saquinho para recolher as fezes dos cães.
Aqui em Santos, SP, isso é um problema muito sério. A grande maioria da população tem bichinhos de estimação e, infelizmente, uma boa parte dos tutores ainda é sem educação nesse quesito: levam os seus pets para passear, mas não recolhem as suas necessidades, o que deixa calçadas, passeios e ruas sujas.
Deixar os "presentinhos" sem recolhê-los, além da sujeira em si, pode trazer inúmeras doenças e contaminações. Mais uma vez, infelizmente, a maior parte dos brasileiros não está nem aí, já que o que ficou para trás, ficou. É aquela velha política: "não sujando a minha calçada, que se dane". Seria muito bom se todos que praticam essa política repensassem os seus atos, pois a sujeira atinge a todos indistintamente, inclusive os que acham que são super protegidos e que nada acontecerá a eles.
Eu achei a ideia ótima! Sendo assim, fiz um passo-a-passo de um porta-saquinhos para divulgá-la e, quem sabe, ajudar na conscientização dos tutores mal educados que andam por aí deixando as vias emporcalhadas. A culpa não é dos cães, mas sim dos tutores sem educação.
Materiais necessários:
- 1 garrafa pet
- tesoura
- caneta para marcar
- tira para prender a garrafa (tecido, barbante, arame, etc)
- etiqueta de identificação
- adesivo transparente
Modo de fazer:
Faça a etiqueta em seu computador e imprima. Recorte e adesive-a com o adesivo transparente. Cole-a na garrafa pet.
Na parte de trás da garrafa, faça dois cortes paralelos para poder passar a tira que amarrará a garrafa.
Recorte o fundo da garrafa pet para transformá-lo em tampa do porta-saquinhos. Coloque vários saquinhos dentro da garrafa pet e tampe. Está pronto!
Amarre o porta-saquinhos em postes de iluminação pública ou onde o problema dos "presentinhos" for maior. Ser cidadão é também auxiliar na conscientização da população.
Abraços,
Lara
Ah, os docinhos da infância... Bolos, confeitos, caramelos e caramelados. Dá saudade, não é?
Pois é! E fuçando naquele caderninho de receitas feito pela minha mãe, me deparo com uma receita que logo me trouxe as boas lembranças de quando eu era criança e pedia esse bolo. Que delícia recordar os bons tempos! E que delícia lembrar o gostinho desse bolo. Que bolo, Larissa?
A receita de hoje é Bolo Formigueiro Colorido!!!
Ingredientes:
- 4 colheres (sopa) de margarina
- 2 copos (americanos) de açúcar
- 4 ovos
- 2 copos (americanos) de farinha de trigo
- 1 copo (americano) de leite
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 200 g de coco ralado
- 130 g de chocolate granulado colorido
Para a cobertura:
- 1 copo (americano) de açúcar
- 1 ovo
- 2 colheres (sopa) de achocolatado
- 1 colher (sopa) de margarina
Modo de fazer:
Separe as claras e bata-as em ponto de neve. Reserve.
Na batedeira, bata as gemas, o açúcar e a margarina. Vá acrescentando o leite aos poucos, batendo bem. Acrescente a farinha de trigo aos poucos também, sempre batendo muito bem.
Na tigela da batedeira, acrescente as claras em neve, o coco, o chocolate granulado e o fermento, apenas mexendo com o auxílio de um misturador.
Despeje em fôrma untada e enfarinhada e leve ao forno previamente aquecido em 180ºC. Tempo médio de forno: aproximadamente 1h15min.
A cobertura é feita somente misturando muito bem os ingredientes pedidos. Ela não vai ao fogo e deve ser colocada sobre o bolo ainda quente.
Esta receita permite variações no chocolate granulado. Você pode colocar o chocolate granulado escuro ou gotas de chocolate próprias para panetones e colombas pascais.
Experimente! Além de saboroso, tem gostinho de quero mais!
Abraços,
Lara
Oi, pessoas supimpas!
Teve uma época em que eu expunha artesanato na avenida paulista. Havia uma área, na calçada do parque Trianon com várias barracas expondo quadros, bijuterias, coisas feitas com papel machê, papietagem, marchetaria, artesanatos de diversas técnicas. É a famosa e concorrida feira de artesanato do Trianon em frente ao MASP. As vagas para expositores são bem limitadas e há uma fila grande de espera para algum expositor conseguir um espaço lá.
Com o tempo alguns hippies foram chegando e expondo suas artes em tapetes próximos ao local. Como não expunham no espaço da feira não eram incomodados. Com isso a coisa foi crescendo. A feira que ficava somente na calçada do Trianon acabou tomando várias quadras da Avenida Paulista. Começava na Rua Pamplona e terminava próximo à Rua Augusta, nos dois lados da avenida.
Somente os expositores que ficavam na calçada do Parque Trianon tinham credenciais para expor. Os outros estavam em situação irregular. Eu expunha nesta parte dos irregulares.
Foi feito um projeto que tramita na Câmara Municipal de São Paulo sobre criar espaços em praças e ruas para exposição de artesanato, arte e venda de comidas típicas. Não sei em que pé está este projeto.
Enquanto as pessoas expunham somente arte e artesanato a prefeitura permitia. Afinal a Avenida Paulista passou a ser bem movimentada aos domingos por conta desta feira. Passou a ser uma das maiores feiras de artesanato da América Latina. Era gostoso e divertido caminhar pela avenida naqueles dias. Era uma atração a mais aos domingos.
Infelizmente o movimento acabou atraindo alguns camelôs que de artesanato e arte nada tinham a oferecer. Começaram com os vendedores de comida sem a devida regularização, depois vieram vendedores de objetos importados como relógios, eletrônicos. Tinha uma vendedora que parecia ter criado uma loja de roupas em plena calçada. Depois vieram os CDs e DVDs piratas.
O passeio agradável de domingo passou a ser comparado a um tumulto da Rua 25 de Março. Acúmulo de lixos, barulhos, brigas de camelôs para disputar o “ponto”. Me lembro de uma boliviana querendo me expulsar de lá me dizendo “¡Es mi lugar! ¡Es mi lugar!” E eu respondí “¡Su lugar, el carajo! ¡Su lugar está al otro lado de la frontera! ¡Aquí es mi pais!"
Após reclamações dos moradores e a implantação da Lei Cidade Limpa, a feira terminou. E até alguns daqueles que expunham na feira do Trianon tiveram que sair, permanecendo apenas aqueles com registros regularizados.
Sei que muita gente precisa trabalhar, precisa se sustentar, mas houve abuso lá. Aqueles que insistiam eran postos para correr pela guarda municipal tendo o risco de ter suas mercadorias apreendidas caso não obedecessem a ordem para não vendê-las ali. Acho que cada coisa deve ter seu lugar. Infelizmente por causa de tais abusos a maioria pagou por isso.
Eu fui um dos que tiveram que sair de lá. Hoje exponho minhas peças e dou aulas no ateliê Espace Lepage. Não tenho mais vontade de expor nas ruas, mas torço para que tenham mais feiras de arte e artesanto na cidade.
Enfim, resta esperar a boa vontade dos políticos em abrir espaço para estas pessoas divulgarem seus trabalhos mostrando nossa cultura através da arte e artesanato. Claro que deberá ser uma coisa bem planejada com expositores debidamente regularizados que exponham peças realmente artesanais feitas por eles próprios.
Abraços do MM!
Dispensar, não dá. Viver sem, impossível! O bom é sempre maneirar, mas ainda dá para tirar muitos (bons) proveitos dos óleos vegetais que usamos diariamente em nossa cozinha.
Os óleos vegetais são livres de colesterol e gorduras trans, saborosos, práticos e garantem um toque especial aos pratos que preparamos. Em quê estes óleos podem nos fazer mal? Eles, nada. O que faz mal é o uso que fazemos deles e até como os acondicionamos. Sabendo como tirar o melhor proveito deles, eles podem se tornar aliados da nossa alimentação.
Azeite de oliva, óleo de girassol, gergelim, canola, algodão, amendoim, milho ou soja. Todos eles são insaturados e saudáveis se consumidos crus. Portanto, na hora de temperar a sua salada ou qualquer outro alimento, a principal diferença é apenas o sabor. É claro que vale o bom senso de não se exagerar na quantidade, até mesmo para o mais indicado por médicos e nutricionistas, como o azeite de oliva. Os mais agradáveis ao paladar são o de oliva e gergelim. O de milho é bem suave e o de canola é mais sutil, enquanto que o de girassol não se destaca tanto, sendo praticamente neutro.

O grande problema é o aquecimento do óleo. Para frituras, é aconselhável usar-se apenas os óleos que suportam temperaturas mais altas, como os óleos de soja e amendoim (que é de fácil digestão, inclusive). Quanto mais a gordura for aquecida, mais será decomposta, causando a produção de uma substância chamada acroleína, substância essa irritante das mucosas nasais e gastrointestinais e que pode ser considerada cancerígena. Portanto, se você for preparar algo que precise de altas temperaturas, não use o azeite de oliva, por exemplo, que só suporta ser aquecido a 180ºC sem alterar-se.
Outra coisa que nem imaginamos que pode provocar alterações nos óleos é o acondicionamento. Os óleos sofrem a ação das altas temperaturas não só na panela, mas também à luz. Pois é! Se você costuma deixar o frasco de óleo que usa em contato com a luz solar, é bom repensar e guardar o seu óleo em um local escuro, como o armário de alimentos. O ideal mesmo seria se os fabricantes voltassem a vender óleos nas latas ou vidros escuros e foscos, que dificultam a oxidação e a degradação destes óleos, além de protegê-los da claridade. A maior prova é facilmente observada: óleos em lata têm prazo de validade bem maior do que os acondicionados em vidros transparentes e garrafas pet.
Para refogar, os óleos de soja, girassol, milho e azeite de oliva são os mais indicados, mas fica aí uma dica bem legal: refogue o alimento primeiro com um pouquinho de água para depois acrescentar o óleo. Por quê? Voltaremos ao problema do aquecimento: quanto menos tempo o óleo ficar aquecido, menos ele se modificará e melhor será para a sua saúde.
Para a fritura, os óleos de soja e de amendoim são os melhores, lembrando que óleo para fritar só deve ser usado uma única vez. Evite guardar para muitas frituras, acrescentar óleo novo ao óleo usado e economizar na quantidade de óleo para fritar. Usar menos óleo não trará mais saúde, apenas encharcará ainda mais o alimento frito.
Ah! Não descarte o óleo usado na pia. Guarde em garrafas pet e encaminhe-o para reciclagem. O planeta agradece!
Abraços,
Lara
Fonte das imagens: Corbis Images
Muitas vezes, a gente está com vontade de comer alguma coisa salgada, mas não está a fim de grandes receitas nem coisas mirabolantes na cozinha. Às vezes, queremos uma receita gostosa, prática e rápida. E quando recebemos aquela visita inesperada? Dá-lhe rapidez para preparar algo e oferecer à visita!
Se você estiver vivendo um destes dramas, não se preocupe! Seus problemas acabaram! Que tal uma receita bem fácil, gostosa, rápida e que você pode fazer com o que você tiver em casa como recheio?
Apresentamos a torta Rapi10! Um verdadeiro coringa quando se quer algo diferente e com preparo rápido. Vamos à receita?
Ingredientes:
- 10 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 3 ovos
- 200 ml de leite
- 200 ml de óleo
- 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó
- 1 envelope de tempero em pó sabor caldo de galinha
- sal a gosto
- salsa/cebolinha/alho desidratados a gosto
- recheio a gosto (atum, sardinha, ervilha, salsicha, milho verde, cebola, tomate, etc)
Modo de fazer:
Bata todos os ingredientes, menos o fermento em pó, no liquidificador. Deixe a massa descansar um pouco, enquanto unta e enfarinha a fôrma.
Bata novamente, acrescentando o fermento em pó aos poucos. Despeje metade da massa, acrescente o recheio e cubra com o restante da massa. Leve ao forno previamente aquecido em 180ºC.
Tempo médio para assar: aproximadamente meia hora.
Invente os recheios, experimente novas combinações e se delicie. Esta receita aceita muitas variações de recheio. Bom apetite!
Abraços,
Lara
Oi, pessoas supimpas!
A partir do dia 15 do mês de outubro estará em exposição no vão livre do MASP, em São Paulo, o evento itinerante A Terra Vista do Céu. Trata-se de uma exposição de 130 fotos do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand.
A exposição terá fotos de vários lugares do planeta com vista aérea. As fotos foram tiradas de helicópteros e balões. A ideia é eternizar a Terra em imagens, registrando a beleza do planeta Terra e a fragilidade da natureza por um novo ângulo. Arthus-Bertrand teve esta ideia durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a "Eco 92", realizada aqui no Brasil.
As fotografias já foram vistas por mais de 200 pessoas em 110 países e estão reunidas em um livro de grande sucesso internacional com mais de três milhões de exemplares vendidos em todo mundo. A exposição foi apresentada pela primeira vez, em Paris, na França em 2000. No Brasil, a mostra foi realizada no Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. A exposição revela o contraste entre a fragilidade e a beleza de nosso planeta.

O artista faz questão de expor suas fotografias ao ar livre, em espaços de grande circulação de público, por isso escolheu a Avenida Paulista para expor em São Paulo. Yann Arthus-Bertrand tem como meta a conscientização do problema ambiental no mundo.
O projeto oferece visitas guiadas para estudantes e público em geral, que poderão ser agendadas via através do e-mail educativo@bonfilm.com.br ou no próprio local. Junto à exposição de fotos terá projeções do filme “Home – Nosso Planeta, Nossa Casa”, dó próprio artista. Há um mapa mundi de 200 m² em que as pessoas podem identificar os pontos geográficos das fotografias e interagir com a obra caminhando sobre ele, como se estivessem andando pelo mundo.
Informações:
www.terravistadoceu.com
MASP e gradil do Parque Trianon
Av. Paulista, 1578, Cerqueira César, São Paulo, SP.
Aberto todos os dias até às 24 horas de 15/10 a 15/12
Vale a pena conferir!
Abraços do MM!
Mato sem Cachorro, Brasil, 2013
E parece que elas vieram para ficar. Mais uma comédia brasileira estreia nas telonas: é a vez de "Mato sem Cachorro", comédia romântica estrelada por Bruno Gagliasso e Leandra Leal, que estreou no dia 04 de outubro passado em nosso cinema brazuca.
O filme é dirigido por Pedro Amorim (é a estreia dele em longas), fã declarado do filme "Curtindo a Vida Adoidado", filme que marcou toda uma geração nos anos 80 (link para o texto). Pedro mistura as suas preferências nesta comédia e, com a ajuda do roteirista André Pereira e da produtora Malu Miranda, consegue dar ao filme o ar de comédia romântica clássica, trazendo tudo de bom e de ruim que este gênero pode apresentar, incluindo a previsibilidade. Apesar disso, o legal é que Amorim conseguiu costurar melhor do que a média e fez um filme mais bem feito do que a grande maioria.

Pedro Amorim, inclusive, leva um dos seus dramas particulares para a tela. Formado em música, ele exprime a sua frustração como músico construindo um protagonista mestre em mashups musicais. Vale a pena prestar atenção nas cenas que trazem a banda do filme, "Sidney e suas Cópias", misturando "I Love Rock 'n' Roll" (de Joan Jett) com "O Meu Sangue Ferve por Você" (do Sidney Magal), ou os outros mashups com mais ícones do pop, como Wando e "Caverna do Dragão".
No filme, Deco (interpretado por Bruno Gagliasso) conhece Zoé (personagem de Leandra Leal) e eles se apaixonam. Juntos, eles salvam o cãozinho Guto, que é quase atropelado por Deco e é portador de
narcolepsia, ou seja, o cão desmaia toda vez que sofre algum tipo de emoção. Tudo vai bem e o casal se consolida, mas, como Deco é um cara que não sai do sofá, o relacionamento vai por água abaixo e Zoé decide se separar de Deco, levando o cachorro embora. Deco, ao perceber que chegou ao fim da linha, pela primeira vez toma as rédeas da sua vida e tenta recuperar o que ama, combinando com o primo Leléo (Danilo Gentili), o sequestro do cão Guto.
Vale ressaltar a estreia de Danilo Gentili como ator. Comediante experiente, Danilo consegue empregar um bom ritmo ao filme e nos fazer rir bastante. Talvez o que tenha passado um pouco dos limites é que o personagem Leléo é um pouco mal educado demais. Sendo assim, algumas falas não são muito agradáveis. Isso, em minha opinião, poderia ter sido evitado e o personagem ficaria bem mais bacana.
Como eu sou suspeita por ser voluntária na causa de proteção animal, o cãozinho Duffy, que "interpreta" o cão Guto no filme, rouba a cena. A produção do filme quis dar tanta veracidade ao problema da narcolepsia que buscou nos EUA um cãozinho que simulasse os ataques com mais veracidade. Sendo assim Duffy, cão da raça English Sheperd, ganhou o papel e é considerado uma das grandes estrelas deste filme. Eu concordo!
Ficha técnica:
- direção: Pedro Amorim.
- elenco: Bruno Gagliasso, Leandra Leal, Danilo Gentili, Letícia Isnard,
Enrique Díaz, Felipe Rocha, Gabriela Duarte.
- lançamento: 04/10/2013.
- coprodução: Globo Filmes, Mixer, Lupa Filmes.
- distribuição: Imagem Filmes, RioFilme.
Se você gosta de comédias leves, para relaxar a cabeça e curtir sem mais frescuras, eu recomendo. Bom divertimento!
Abraços,
Lara
Nossa viagem de hoje vai nos levar a uma cidade com muita história para contar e que sempre foi essencialmente comercial: Sorocaba. Cidade do interior paulista mas que desfruta da proximidade com a capital, Sorocaba tem o comércio e a indústria como os seus carros-chefes na economia, isso desde a sua fundação, em 1654.
Eu morei lá por mais de onze anos e o meu maridão, o JH, é sorocabano nato. A cidade já vive o clima paulistano dos engarrafamentos, dos shoppings e do alto custo de vida, mas mantém o jeitinho "gauchês" de falar. Aliás, a influência gaudéria é imensa na formação do povo sorocabano por conta do comércio de muares e do tropeirismo. Sorocaba é até citada por Érico Veríssimo nos livros que compõem "O Tempo e o Vento". Portanto, se visitar a cidade, ouvirá o jeito cantadinho do sorocabano falar, expressando a vogal E com toda a sua máxima!
Pólo industrial e com comércio expressivo, a cidade atrai investidores e comerciantes, mas Sorocaba não respira apenas trabalho. Há opções bem bacanas de se conhecer, como o Museu da Estrada de Ferro Sorocabana, o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, o Museu Histórico Sorocabano, o Parque da Biquinha, o Parque dos Espanhóis e o Parque Kassato Maru, entre outros.
O centro da cidade é uma atração à parte, com suas ruas estreitas e casarões antigos, típicos de uma cidade "trezentona" na idade. Andar por ali faz a gente respirar a história, como bem retrata o filme "Cafundó" (Cafundó, Brasil, 2005), com roteiro e direção de Clóvis Bueno e Paulo Betti, ator sorocabano, que conta a história de João de Camargo, ícone religioso da cidade.
Seguir a "Rota dos Tropeiros", visitar o Mosteiro de São Bento, ver os grupos de cururu e de viola caipira, ver as cavalgadas, a Casa de Aluísio de Almeida, o Casarão de Brigadeiro Tobias, a Igreja de Aparecidinha, a Capela de João de Camargo e a igreja que ele construiu, e tantas outras coisas mais, é viajar pelo tempo dos bandeirantes, dos tropeiros e pela história do estado de São Paulo e do Brasil.
Como eu disse, Sorocaba é uma cidade com muita história para contar e muita coisa para oferecer nas áreas do conhecimento (possui muitas faculdades) e dos negócios. Pode não ser uma cidade bonita, mas é um agradável passeio para quem quiser respirar o antigo e o novo em conjunto.
Para saber mais, visite o site oficial de Sorocaba: www.sorocaba.sp.gov.br.
Abraços,
Lara
Você já ouviu falar em hiperidrose? Não? E em transpiração excessiva? Pois é. Só quem sofre disso sabe o quão constrangedora a hiperidrose pode ser. Por herança de família, eu tenho hiperidrose. No meu caso, minhas mãos e pés são os mais afetados. As crises de transpiração aparecem e somem do nada mas, se estou nervosa, ansiosa ou estressada, é batata! As mãos começam a pingar e os pés, a escorregar.
No caso dos pés, mais constrangedor do que a própria hiperidrose é o chulé (ou bromidrose, que é o nome técnico desse imenso incômodo). Só de pensar em tirar o sapato em público, eu transpiro mais ainda e fico totalmente travada. Com alguns cuidados simples, consigo amenizar bastante o problema e são esses cuidados que eu relatarei a seguir.
O suor propriamente dito não tem cheiro. Uma das principais funções dele é controlar a nossa temperatura interna. O problema é quando acontece o encontro do suor com as bactérias que temos no nosso corpo: a umidade dada pelo suor propicia o ambiente ideal para que essas bactérias se
proliferem, o que causa o odor ruim. No caso dos pés, se não fizermos a higienização e a secagem adequadamente, o resultado já se sabe: chulé na área! A presença de micoses nas unhas e frieiras nos dedos também estão na lista dos causadores de chulé, portanto é bom ficar de olhos abertos.
Vamos às dicas.
1) Lavagem dos pés.
Os pés, assim como o restante do nosso corpo, também precisa ser ensaboado, principalmente entre os dedos. Vale usar esponjas ou buchas em conjunto com o sabonete ou ensaboar muito bem usando apenas as mãos. As bactérias têm predileção pelo vão dos dedos, então capriche.

2) Secagem dos pés.
Seque muito bem com a toalha e dê atenção especial ao vão dos dedos novamente. Uma dica que vi recentemente e tenho praticado bastante é, após secar com a toalha, usar um pouco de papel higiênico para garantir melhor a secagem. Por que usar o papel higiênico? Por um simples motivo: os pés são as últimas partes do corpo a serem secas, portanto a toalha já estará bem úmida quando formos usá-la para secar os pés. Assim, como o papel higiênico está 100% seco, teremos absoluta certeza de que estará tudo bem sequinho.
Mais uma dica: quer manter o vão dos dedos ainda mais secos? Use talco antisséptico para pés. Ele absorverá qualquer resquício de umidade que ainda houver.
Quando estiver secando os seus pés, aproveite para observar se está tudo bem com a pele e as unhas. Como falei anteriormente, micoses e frieiras também causam chulé e devem ser cuidadas adequadamente. Ir ao dermatologista para uma melhor avaliação é sempre indicado.
3) Dê um tempo de vez em quando.
Sempre que possível, deixe os sapatos de lado e deixe os pés "respirarem". Ande descalço ou use chinelos e sapatos bem arejados.
4) As meias.
Prefira as meias de algodão sempre. Elas permitem que o suor evapore com mais facilidade do que as meias sintéticas (nylon, por exemplo), que dão mais calor e aumentam a retenção de suor.
Troque-as todos os dias e não reutilize meias que não foram lavadas, por mais que você as tenha deixado secar e dado um intervalo no uso das mesmas. Usou, lavou. Meia usada tem alta concentração de bactérias, portanto, mesmo que você a deixe secar ou dê o intervalo, nada acabará
com as bactérias que já estão instaladas.
Dica bacana: esterilize suas meias. Como? Passando-as com o ferro de passar roupas. O ferro quente matará qualquer bactéria que resista ao processo de lavagem.
5) Os sapatos.
Procure não repetir o par de sapatos todos os dias. Seus sapatos precisam de, pelo menos, 24 horas para zerar a umidade formada dentro deles. E isso vale para todas as estações do ano, não importanto se é inverno ou verão. Alterne os sapatos e deixe-os secar em locais bem arejados e ensolarados.
Dê preferência para sapatos com couro e tecidos na superfície, palmilha e no solado, pois estes tecidos permitem que o suor evapore mais rapidamente, e modelos mais abertos. Evite os sapatos muito fechados e os materiais sintéticos como borrachas e plásticos, que estimulam ainda mais a transpiração, além de reter toda a umidade formada. Se você gostar daquelas sandálias de plástico bem conhecidas, prefira os modelos mais abertos e não use-os por períodos muito longos.
Nossos pés nos suportam o dia todo e merecem mais a nossa atenção, não é? Então, cuide-se bem!
Abraços,
Lara
Eu já contei sobre a minha paixão por bolos de chocolate? Já! E algumas vezes, já declarei o meu amor por eles. Como eu curto um bolinho de chocolate! Quer me agradar, é só me presentear ou me receber com um docinho como este.
Voltando a mexer naquele caderninho de receitas que a minha mãe fez para mim, relembro mais uma receita que tem sabor de infância e que é uma das minhas receitas doces prediletas: bolo Nega Maluca. Hummm! Que receita maravilhosa!
É claro que dividirei com você esta receita, acrescida com os toques que a minha mãe, ao longo dos anos, desenvolveu, aperfeiçoando a receita e deixando-a ainda mais gostosa. Vamos lá?
Ingredientes:
Para a massa:
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 3 ovos
- 1 xícara (chá) de óleo
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 1 xícara (chá) de água fervente
- 1 xícara (chá) de chocolate em pó
Para a cobertura:
- 1 colher (sopa) de margarina
- 3 colheres (sopa) de leite
- 1 xícara (chá) de açúcar
- 1/2 xícara (chá) de chocolate em pó
Modo de fazer:
Massa:
Misturar os ovos com o óleo e o açúcar, acrescentando depois os demais ingredientes (menos o fermento) e batendo em velocidade mínima. Ficará uma massa bem pesada. Daí, acrescente aos poucos a água fervente. Bata bastante.
Deixe descansar um pouquinho, enquanto isso unte a fôrma com margarina e enfarinhe com farinha de trigo. Volte a bater a massa, colocando aos poucos o fermento em pó. Bata bastante novamente e
despeje na fôrma. Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC.
Tempo médio para assar: aproximadamente uma hora.
Cobertura:
Em um recipiente, misturar todos os ingredientes apenas. Não precisa levar ao fogo.
Colocar no bolo ainda quente e levar ao forno desligado por alguns minutos. Está pronto.
Esta receita fica melhor se for feita com o chocolate em pó. Nada impede de usar o achocolatado, mas o gosto não é o mesmo. O açúcar até pode ser substituído por adoçante culinário e o chocolate em pó, por um similar diet.
Experimente! Você não se arrependerá!
Bom apetite!
Abraços,
Lara
A reciclagem de embalagens é, hoje em dia, muito difundida e bastante praticada. Várias ideias são passadas em cursos, palestras e através da internet, dando asas à nossa criatividade e ajudando o nosso planeta.
Sendo assim, vários modelos de porta celular feitos de embalagens de shampoo circularam aqui na internet, principalmente nas redes sociais. Eu, como toda boa curiosa, espiei vários sites e conferi várias fotos. Foi aí que tive a ideia de fazer um porta tablet a partir da mesma embalagem de shampoo.
Com o barateamento dos tablets, cada vez mais pessoas estão tendo acesso a eles e, como os celulares, acaba-se tendo o mesmo problema na hora de carregar a bateria destes aparelhos: onde colocá-los? Com este porta tablet, seus problemas acabaram!
Materiais necessários:
- embalagem de shampoo
- estilete
- caneta
Modo de fazer:
Delimite com a caneta as áreas a serem recortadas na embalagem de shampoo.
Recorte as laterais do tamanho da espessura do tablet e, com o plug do carregador como medida, delimite e recorte a área para encaixar o mesmo.
Decore como quiser: adesivos, recortes de tecidos, autocolantes, etc. Se o seu tablete for maior, é só usar uma embalagem que seja mais compatível.
Solte a sua imaginação e bom divertimento!
Abraços,
Lara
Olá, pessoas!
Sempre gostei de cachorros. Logo que nasci já tinha um rodeando meu berço. Seu nome era Moleque, um vira latas daqueles que gostava de ir para a rua. Das raras lembranças que tenho da casa onde morei na rua Dr. Rodrigo de Barros, no bairro da Luz, em São Paulo, uma é do Moleque. Eu estava no jardim e o Moleque passou por mim. Me lembro que passei a mão em seus pelos naquele momento. Como eu era criança ele me pareceu enorme. Depois minha mãe me disse que era um cachorro pequeno.
Meu pai colocava uma identificação na coleira dele, uma licença obtida na prefeitura para que ele não fosse levado pela carrocinha se fosse encontrado na rua. Mas sempre roubavam suas identificações e meu pai tornava a ir à prefeitura conseguir outra.
Meu avô sempre me levava para passear no Jardim da Luz. O Moleque saía junto e ia até certa parte do caminho até ser chamado por algum outro cachorro ou outra coisa que lhe interessasse. E então ele pegava outro caminho e não voltava conosco. Ninguém se importava, pois ele sabia se virar sozinho nas ruas. Às vezes ele saía cedo e voltava bem tarde. Outras vezes trazia marcas de brigas, mas nada grave.
Uma vez minha mãe saiu comigo para me levar em algum lugar, e o Moleque foi junto. Como sempre, desviou do caminho e quando voltamos ele ainda não estava em casa. Sabíamos que uma hora ou outra ele chegaria. Mas naquele dia ele não chegou. Nem no dia seguinte. Ele ficava fora por muito tempo, mas nunca passou de mais de um dia na rua. Minha família procurou por ele em todas as ruas ao redor, mas não o encontrou. Jamais soubemos o que aconteceu a ele, mas acredito que se saiu bem.
Infelizmente não temos nenhuma foto dele para eu mostrar aqui, só temos imagens na memória. Apesar de eu ter somente uma única lembrança bem vaga do Moleque, uma imagem opaca de sua pelagem malhada, sinto sua falta. Eu fazia várias perguntas a minha família sobre ele. Eu gostava de ouvir as histórias bem humoradas de suas peripécias.
Minha mãe nunca quis ter cachorros em casa. Dava trabalho e ela sabia que eu e meu irmão não cuidaríamos direito. Só queríamos saber da brincadeira, agora arrumar a bagunça já era complicado. O caso é que sempre gostei de cães, desde cedo. Não sei se foi por causa do Moleque ou se já nasci com esse enorme interesse e admiração por eles. Não importa a raça e se têm ou não raça. Gosto dos de porte médio e grande, de pelos desarrumados e bagunceiros.
Hoje por falta de tempo para cuidar e espaço em casa não tenho nenhum cão, mas pretendo ter em breve. Um cachorro é uma companhia bem agradável e um grande amigo.
Abraços do MM!
Cozinha e limpeza sempre devem ser sinônimos, já que bactérias e fungos sempre estão à espreita, esperando a mínima oportunidade para infestarem a nossa cozinha. Uma das coisas mais contaminadas que existem dentro da cozinha, já foi tema de conversa aqui: a esponja de limpeza (clique aqui para ver Esponja de Limpeza Bacana). Hoje, que tal conversarmos sobre outro objeto que, muitas vezes, a gente nem presta tanta atenção assim? Pois é! Vamos falar do pano de prato.
Pesquisas recentes comprovam que o pano de prato é, também, fonte considerável de contaminação dentro de uma cozinha. Na grande maioria das vezes, o pano de prato não serve apenas para enxugar a louça, agregando as funções de enxugar as mãos, pegar as panelas, abrir as gavetas da geladeira, entre outras. Por estar sempre úmido, ele se torna o veículo propício para o desenvolvimento de bactérias e fungos e, como acaba sendo empregado para diversos fins, ele se transforma em fonte de contaminação cruzada. Um exemplo: se enxugarmos as mãos em um pano de prato e, com o auxílio do mesmo pano, abrirmos uma gaveta na geladeira, as bactérias serão levadas de um ambiente ao outro, promovendo, assim, a contaminação cruzada.
O ideal é trocar o pano de prato todos os dias mas, em virtude da nossa santa correria de todo dia, muitas pessoas acabam trocando o pano de prato uma vez por semana apenas. Isso está longe do ideal, mas, com as dicas que daremos a seguir, você conseguirá amenizar bastante o pecado
de não trocá-los diariamente:
- não tenha dó de "gastar" os seus panos de prato. Se puder, troque-os dia sim, dia não. Compre panos mais baratos para as atividades mais pesadas e deixe os mais elaborados para enfeitar a sua cozinha.
- se possível, separe os panos de prato em três: um para secar louças, um para secar talheres e um para secar as mãos. Identifique-os por cores ou bordados e, no caso da secagem das mãos, uma boa ideia é comprar os "bate-mão", que já ficarão devidamente identificados para isso.
- na hora de lavar, junte todos os panos de prato sujos para lavar de uma única vez. Peças de cozinha devem ser lavadas separadamente das demais peças da casa. Depois de secas, a mesma coisa: conserve-as separadas também. Ah! O mesmo vale quando você for pendurar as peças de cozinha para secar: deixe-as separadas de tudo, principalmente de tapetes e peças coloridas.
- antes de colocar os panos de prato na máquina de lavar, coloque-os para ferver em uma panela com um pouco de vinagre branco ou detergente incolor. Espere a água ferver e desligue o fogo, deixando os panos lá até a água esfriar. Depois, lave-os normalmente. Esse cuidado deixará os seus panos sempre branquinhos e prevenirá os amarelados.
- se o pano estiver amarelado, deixe-o de molho em uma mistura de um litro de água e 3 colheres (sopa) de água sanitária durante 2 horas. Enxague e lave-o normalmente.
- deixe os panos mais felpudos para enxugar as mãos e os mais grossos para a louça e panelas. Quanto mais felpudo for o pano, mais pelinhos ele deixará em seus utensílios.
- você curte um paninho para enxugar a pia? Mude para os panos descartáveis ou faça as pazes com o rodinho de pia. Quanto mais molhado o pano, mais contaminação ele terá.
- bate bastante sol em seu quintal ou na área de serviço do seu apartamento? Vale a dica dos tempos de nossas avós: ponha os panos para quarar. Umedeça e ensaboe as peças com sabão em pedra e deixe-as ao sol. A alta temperatura fará o sabão "ferver", auxiliando na eliminação dos amarelados e das manchas. Uma dica para acelerar esse processo é colocar as peças dentro de um saco plástico incolor, fechá-lo e deixar ao sol.
Esfregando menos os seus panos de prato, sobrará mais tempo para curtir e cuidar da sua família e da sua casa.
Abraços,
Lara