sábado, 29 de junho de 2013

Numa Folha Qualquer - O Guarda-Chuva

Olá, pessoas supimpas!

Vocês conhecem objeto mais estranho do que um guarda-chuva? A começar pelo nome. Quem guarda, guarda alguma coisa. E que coisa serviria para guardar a chuva? Eu usaria uns baldes. E o que se guarda dentro de um guarda-chuva? Já soube de casos em escritórios em que uns safados enchiam os guardas-chuva dos infelizes portadores com clipes, papéis picados e outras coisas.

Mas me respondam com sinceridade: essa coisa protege mesmo da chuva? Vocês se sentem realmente seguros carregando isto? Porque quando desaba aquele toró, o que se salva mesmo é a parte do pescoço para cima, pois o resto fica embaixo d’água. Isso se não passar um carro numa poça d’água simulando aquela ducha escocesa. Agora se a chuva for fraca, ao invés de usar o guarda-chuva compensa mais ficar se esgueirando sob os beirais dos edifícios, toldos de padaria, copas das árvores, enfim.

Por falar em beirais, não tem coisa mais desagradável do que aquele sujeito que, mesmo com guarda-chuva, fica debaixo de um beiral com ele aberto, esperando a chuva passar e atrapalhando a passagem dos que não usam guarda-chuva. Eu acho o seguinte: comprou guarda-chuva é pra se molhar e deixe os sem guarda-chuva viverem felizes.




O guarda-chuva na verdade é um três em um. Além da função de guardar a chuva ele também serve de “sombrinha”. Sombrinha? Faça-me o favor! Por que não “guarda-sol”? Já que é para guardar, que guarde então! Mas a melhor função mesmo é a de “guarda-vento”. É quando o guarda-chuva, em meio a uma rajada de vento durante uma tempestade, se transforma numa coisa tal qual uma vela de barco redonda e sai arrastando o distinto pelas correntezas dos mares urbanos. Não tem coisa mais constrangedora do que segurar um guarda-sei-lá-o-que virado do avesso em meio a uma ventania.

Alguns idosos usam como arma. Aliás, acho que só para isso eles usam o guarda-chuva, pois jamais vi um deles usando daqueles modelos compactos de colocar na bolsa. Só andam com aqueles trambolhos mesmo, daqueles que se parecem com um circo quando ficam abertos.

Para acabar com o aspecto sombrio e mórbido do guarda-chuva preto, inventaram outros coloridos com estampas de flores, animais, tem até um com foto da Madonna. Por mim, pode colocar até a foto da Angelina Jolie que não vou usar mesmo.

E como dizia Apparício Torelly, o Barão de Itararé: “O uso do guarda-chuva é, pois, dos mais idiotas e enervantes. No entanto, seu portador não se apercebe de sua absoluta inutilidade.”

Abraços do MM.

Petlovers - Caminha de Moleton com Blusa


 Com a aproximação dos dias frios, é normal que a gente faça aquela “geral” nos armários e separe roupas de inverno para doar para as campanhas de arrecadação de agasalhos. Algumas dessas peças, como as blusas e calças de moleton, você poderá transformar em algo que agradará em cheio ao seu animalzinho de estimação: uma caminha!


Além de aquecer e dar mais conforto ao seu pet, a caminha é bem fácil de fazer. Você precisará de poucos materiais e nem é necessário ter tanta habilidade em costura, fora que o custo fica bem inferior ao que você teria se quisesse comprar uma em um petshop.

Difundida mundialmente pelo site Paws With A Cause desde 2010, a caminha de moleton feita com blusas é uma ideia que tem como intuito incentivar as pessoas a fazerem essas caminhas e doá-las aos abrigos de animais. Excelente proposta, não é mesmo? Além de alegrar e aquecer um patudinho carente, você aquecerá o seu coração com a sua boa ação!


Após algumas experiências feitas e muitas caminhas doadas e presenteadas, eu desenvolvi um modo diferente de fazer dos muitos que circulam pela internet. É claro que o motivo principal é incentivar  você a se inspirar, pois, com o tempo, você poderá desenvolver o seu próprio modo de fazer.


Vamos lá?


Materiais necessários:
- 1 blusa de moleton
- flocos de espuma (você pode usar manta acrílica ou fibra de enchimento para almofadas e travesseiros também)
- agulha e linha de costura
- tesoura



Modo de fazer:
Com uma linha dupla  e de comprimento grande, costure a cintura da blusa (se você tiver máquina de costura, poderá fazer uma costura reta mais rapidamente).



Depois, costure os braços (mangas) da blusa, unindo primeiramente os “meios” dos punhos. Costure por dentro até quando puder, para ficar com um acabamento mais bonito. Quando não der mais, vire e termine a costura por fora.



Através da gola, comece a encher a blusa com os flocos de espuma. Preencha os braços primeiro e deixe-os bem fofinhos. Após, comece a preencher a barriga e o peito do moleton.



Quando tudo estiver bem fofinho, comece a costurar a gola da blusa, igualzinho à costura da cintura (a dica da máquina de costura é a mesma para a gola).



Com as mãos, comece a afofar e separar os flocos de espuma que ficarão para compor o restante da borda da caminha, que será feita nesta parte com a gola e o peito da blusa.  Após, passe agulha com linha dupla de um lado para o outro para terminar essa borda.




Agora, é a hora de costurar os braços para uní-los ao assento da caminha, feito com a parte da barriga da blusa. 



Pronto! A caminha está terminada!


Dicas:
- use sempre linha dupla para costurar.
- casas de móveis de vime e ratan costumam ter sacos de flocos de espuma bem mais baratos do que as casas de artesanato.
- se a blusa tiver capuz, você poderá aproveitá-lo para fazer uma almofadinha.
- lojas populares vendem moleton a baixo custo; se você tiver gatos ou cães de pequeno porte, poderá comprar blusas infantis com preços bem acessíveis.
- os flocos de espuma são bem mais baratos e tão fofinhos quanto a manta acrílica ou a fibra de enchimento.


Para fazer a caminha deste passo-a-passo, eu gastei 8 reais para comprar um saco grande de flocos de espuma e o moleton que usei era tamanho GG. Tempo total para o feitio: média de 3 horas.


Não há nada mais gratificante do que fazer o seu amiguinho incondicional feliz. Aproveite e passe essa alegria adiante, doando caminhas para aqueles patudinhos que ainda não têm uma família para amar! Digo por experiência própria:  ver a alegria e a gratidão nos olhinhos deles, é de fazer a gente chorar.



Boas ações e voluntariado: aqueça o seu coração!


Abraços,


Lara





sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vivendo Bem - Por Que Cantar?

O que há no banheiro que nos convida a cantar? A acústica? Já soube de gente que gravou música dentro do banheiro com instrumento e tudo para mandar como inscrição em algum festival de música! E não é que ficou bom?

Onde é melhor cantar? No trono ou debaixo do chuveiro?

Tem gente cantando nas ruas, no ônibus, no metrô, em salas de espera. Se estiver usando fone de ouvido aí canta mais alto. Se bem que tem uns que ouvem pancadão sem fone de ouvido e cantam junto mais alto e mais desafinado do que a música que está tocando. Gente sem noção.

E aqueles aparelhos de videokê? Se quiser acabar com uma festa leva um desses. Podem apostar, os que sabem cantar não vão ter muitas chances em demonstrar o dom, pois os bêbados chatos e desafinados irão tomar conta do aparelho. E as músicas serão sempre aquelas que estamos de saco cheio de ouvir e que cantarão repetidas vezes. Gosto quando alguém arrisca alguma música internacional bem cantada. Infelizmente quando peço para alguém cantar uma assim, me olham torcendo o nariz como se eu fosse de outro mundo. Eu mesmo cantaria se soubesse!

E quando pegam o violão? Meu Deus! Alguém poderia me explicar porque quando pegam o violão a primeira música sempre tem que começar assim: “Tire suas mãos de mim...”? Aliás, esta também é muito tocada nos aparelhos de videokê. Mas muito mesmo. Tão muito que às vezes só tocam ela. É falta de criatividade ou de repertório?


Já dizia não sei quem que, quem canta os males espanta! Dependendo da cantoria espanta até os ouvintes! É o caso daquele que canta pancadão dentro do ônibus acompanhando a música no celular.

Quando eu era criança eu cantava no banheiro. E músicas internacionais. Gostava de cantar Feelings, de Morris Albert. Depois fui crescendo e perdendo o jeito. Estudei dois anos de teoria musical e alguns meses de guitarra. Não dei continuidade aos estudos, hoje prefiro mais ouvir.

Minha cabeça parece um tocador de MP3, pois sempre tem uma música tocando. Li uma vez uma matéria sobre um tipo de esquizofrenia em que os portadores sempre ouviam músicas imaginárias. No meu caso é diferente, pois sei que a música está na minha imaginação, e o bom disso tudo é que tenho o controle. Posso trocar de música a hora que eu quiser. Imagino a música como uma trilha sonora para a minha vida. Há músicas que servem de fundo tanto para drama quanto para comédia e romance.

A música é tudo pra mim! Como já dizia Nietzsche: Sem a música a vida seria um erro.

Abraços do MM.

Cozinha de Sal - Fromage à la crème aux Champignons (creme de queijo com cogumelos)

Fromage à la Crème aux Champignons ou, simplesmente, Creme de Queijo com Cogumelos.


O que posso dizer desse prato?  Só uma palavra me vem à mente : SIMPLES.

SIMPLESmente fácil de fazer.

SIMPLESmente delicioso.

SIMPLESmente impressionante.

Nestes dias mais frios, um caldo quente é a dica certa para um jantar. Seja como prato único ou como entrada, esta receita é garantia de sucesso.


Ingredientes :
- 2  sachês de tempero em pó para arroz
- 2 xícaras (chá) de leite
- 3 xícaras (chá) de água
- 50 g de queijo parmesão ralado
- 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) de margarina.
- 150 g de queijo muçarela picado em cubos pequenos
- 100 g de champignons fatiados
- 1 colher (sopa) de cebola desidratada
- sal a gosto (lembrando que os queijos já tem bastante sódio)

Modo de fazer:


Numa tigela, dissolva a farinha de trigo e o tempero no leite, adicionando a cebola desidratada. Reserve.



Numa panela, derreta a margarina em fogo baixo, adicione os champignons e mexa durante 1 minuto. Adicione o leite reservado, mexa lentamente por mais um minuto, adicione a água e deixe ferver, mexendo suavemente após levantar a fervura. 


Quando a mistura encorpar, coloque o queijo ralado e mexa por mais um minuto. Adicione a muçarela, mexa e apague o fogo. Experimente o sal. Está pronto.


Você pode incrementar esta receita com outros queijos, como provolone ou gorgonzola, e adicionar ervas aromáticas.

Pode ser servido com croutons (ver Salada Caesar em Pratos & Praticidades) ou cheiro verde picado.

Bom apetite!

Abraços,

JH

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Do Museu à Balada - Filme: Star Trek, Além da Escuridão

Star Trek – Além da Escuridão (Star Trek Into Darkness, EUA, 2013)



Para os amantes da ficção científica e das séries Star Trek, Star Wars e  Battlestar Galactica (Galactica Astronave de Combate, veiculada na tevê brasileira nos anos 80), como eu, ver o anúncio de mais um Star Trek  estreando nos cinemas é sempre uma emoção. Impossível não ver a propaganda e não mergulhar no universo trekkie ! 



Este é o décimo segundo filme da série Star Trek, conhecida no Brasil inicialmente como Jornada nas Estrelas. Estreou em 14 de junho deste ano nos cinemas brasileiros e tem a continuação de  J. J. Abrams (um dos idealizadores da série Lost) como diretor.  Escrito por Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof,  nele também  retornam  os atores Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Anton Yelchin, Simon Pegg e John. 

Um planeta primitivo está à beira da destruição total devido à erupção de um vulcão. Spock (Zachary Quinto) é enviado para o interior deste vulcão para, através de um dispositivo, impedir que se complete o ciclo da erupção. Entretanto, imprevistos acontecem e Spock fica preso dentro do vulcão, sem possibilidade de fuga. Para tentar salvá-lo, o capitão Kirk (Chris Pine) quebra várias regras da Frota Estelar, o que o leva a perder o comando da nave para o capitão Pike (Bruce Greenwood). Mas uma ameaça muito mais aterradora surgirá: a situação muda totalmente de figura com o surgimento de John Harrison (Benedict Cumberbatch), inimigo declarado da Frota Estelar, que comanda um ataque a um suposto arquivo de dados da Frota. Com o surgimento de novas prioridades, Kirk é reconduzido ao comando da Enterprise e enviado para capturar Harrison, que se esconde em um planetoide pertencente ao Império Klingon, que está à beira de uma guerra com a Federação.



Star Trek – Além da Escuridão tem todos os ingredientes para um bom filme: excelentes cenas de ação, ótimos diálogos, um elenco de peso, um vilão misterioso e intrigante, além de cenas cômicas nas horas certas. J. J. Abrams é um mestre em misturar todos estes elementos, fazendo com que Star Trek volte a se tornar uma das mais importantes e comemoradas franquias de ficção científica. Antes de Abrams, Star Trek estava sendo relegada ao esquecimento e seus fãs ridicularizados, até que a Paramount resolveu apostar em seu trabalho e, em 2009, surgiu Star Trek 1, brilhante em todos os sentidos. Deu-se o fôlego necessário para a continuação neste Além da Escuridão e já se fala em um terceiro a ser filmado em 2016. Por tudo isso, o reboot merece respeito e, finalmente, Star Trek revive!

Claro que nem tudo são flores. Problemas de roteiro são percebidos ao longo do filme, como a massificação dos teletransportes (para quê uma nave exploradora viajando pelo universo se você pode chegar em qualquer lugar, através do teletransporte?) e falhas na segurança (qualquer um entrava no estaleiro da supernave secreta da Frota), mas o desenvolvimento é tão rápido e tão intenso que mal se dá tempo para pensar e avaliar analiticamente o que está acontecendo. É perfeito! Tanto que Chris Pine já é considerado o novo Capitão Kirk, assim como Zachary Quinto o novo Spock. Só falta Karl Urban e seu Doutor McCoy se integrarem ao sistema, afinal de contas Star Trek tem um trio central e não apenas uma dupla. As cenas de ação são excelentes e estão entre as melhores que o cinema já produziu nesta última década, com um 3D cristalino (foi filmado em IMAX e depois, convertido em 3D). Somado a tudo isso, a trilha sonora, assinada por Michael Giachino, é brilhante e acrescenta novos temas às músicas originais, dando ao fã mais motivos para se emocionar e ainda mais reverenciar a franquia.



Uma boa surpresa foi ver Peter Willer na pele do Almirante Marcus. Ver o “RoboCop” nas cenas futuristas de Star Trek, me fez lembrar o quanto ele é ligado ao personagem ainda, mas a sagacidade de Willer faz do Almirante Marcus um homem enigmático, autoritário e ameaçador. Atuação marcante!



Enfim, crie fôlego e divirta-se com um excelente filme, um dos melhores deste ano, na minha opinião.

Apenas para relembrar, os filmes da franquia Star Trek são:  Jornada nas Estrelas - O Filme (1979), Jornada nas Estrelas II - A Ira de Khan (1982), Jornada nas Estrelas III - À Procura de Spock (1984), Jornada nas Estrelas IV - A Volta para Casa (1986), Jornada nas Estrelas V - A Fronteira Final (1989), Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida (1991), Jornada nas Estrelas - Generations (1994), Jornada nas Estrelas - Primeiro Contato (1996), Jornada nas Estrelas - Insurreição (1998), Jornada nas Estrelas - Nêmesis (2002) e Star Trek (2009).

Bom filme!

Abraços, 

Lara

PS: Vida longa e próspera!





Do Museu à Balada - Hermanoteu na Terra de Godah


É impressionante como a gente dá risada, mesmo depois de ter assistido ao DVD inúmeras vezes e já ter visto a peça ao vivo e em cores! Se duvidar, já até decoramos o texto inteiro, mas ver e rever é garantia de risada na certa! Dica imperdível de diversão, tanto para assistir ao DVD quanto ir ao teatro para conferir a moçada bonita da Companhia de Comédia Os Melhores do Mundo.

 

“Hermanoteu na Terra de Godah”  conta a história de Hermanoteu, interpretado por Ricardo Pipo, hebreu típico do ano zero. Bom pastor, pacato, extremamente obediente e ótimo irmão de Micalatéia (Adriana Nunes), ele recebe a missão divina de guiar o seu povo para a Terra de Godah. Parece fácil, mas Hermanoteu perambula pelo deserto incessantemente e, no caminho, acaba se encontrando com personagens que vão desde Cleópatra, o grande César e o Filho do Homem.


Apresentada desde 1995 pelo grupo de teatro brasiliense Companhia de Comédia  Os Melhores do Mundo, formado por Adriana Nunes, Adriano Siri, Jovane Nunes, Welder Rodrigues, Ricardo Pipo e Victor Leal, a peça é uma sátira direta à história bíblica de Moisés e a libertação dos escravos do Egito, mesclando assuntos “religiosos” com temas extremamente atuais, além, é claro, das improvisações (e elas são muitas!).



O cenário é o deserto e, em cena, os seis atores revezam-se em dezenas de personagens. Hermanoteu vaga pelo deserto por muitos anos e passa por domínios romanos, bárbaros, deuses pagãos, pestes, por “Giãããããããããão”, até que consegue chegar ao Egito. Apesar da épica, as citações feitas pelos atores aproximam o passado e o presente, sempre com muita comicidade.

Não há como falar apenas de um dos atores. Todos são infinitamente bons em suas interpretações, mas não há como não se lembrar do personagem Saraiva quando Adriano Siri entra em cena; no caso de Welder Rodrigues, é imediato lembrarmos de Joseph Klimber (aliás, também imperdível a peça “Notícias Populares”). É interessante ressaltar que “a voz de Deus” foi gravada por Chico Anysio, comediante falecido em 2012.



Neste ano, a Companhia faz 18 anos de muito sucesso e partirá para a sua primeira turnê nos Estados Unidos. Na minha opinião, é o melhor grupo de teatro cômico do Brasil. Já se apresentaram em todas as principais cidades do Brasil e em Portugal, sempre com sessões lotadas e ainda com sessões extras para atender ao público. Iniciarão a gravação do terceiro DVD, “Sexo, a comédia”, lá nos EUA e, em 2014, Hermanoteu ganhará as telonas do cinema.


Seja ao vivo, assistindo à peça, ou com DVD, não deixe de conferir!





Para informações sobre as cidades onde a peça está sendo apresentada, acesse Os Melhores do Mundo.


Boa diversão!


Abraços,


Lara

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Daí, Daqui, Dali e de Lá - Alisamento

Oi gentE!!!

Hoje, a nossa coluna Daí, Daqui, De lá e De Cá vai falar sobre alisamento de cabelos.

Desde que o mundo é mundo, nós vivemos em uma eterna batalha com nossos cabelos. Quem é morena, quer ficar loira; quem é loira, quer ser ruiva; crespas, querem alisar; quem tem cabelos lisos, só pensa em permanente; e assim por diante. No Egito, as mulheres até raspavam os cabelos para usar peruca. Nos anos 70, outros tantos desfiavam os fios para entrar na moda black power.

O fato é que cabelos sempre mudam de acordo com novas tendências e são sempre alvo de experiências. Eu mesma sou um exemplo de mulher que guerreou contra eles por longos vinte anos, sendo assim resolvi falar dessa formula mágica que "doma" os fios rebeldes: o alisamento.

Existem vários tipos e técnicas de alisamento e relaxamento. Eu conheci dois tipos: a “definitiva”, que você faz apenas o retoque na raiz à medida que o seu cabelo vai crescendo, e a “progressiva”, que dura em torno de 3 meses e é ativada com o calor dos secadores e chapinhas.



No meu caso, o primeiro alisamento foi aos 12 anos de idade e fui freguesa do mesmo salão até os 32 anos. A cada 3 meses, fazia apenas retoque de raiz.

Porém, esse tipo de alisamento, embora prático, tem alguns inconvenientes, como por exemplo a proibição de se pintar os cabelos de loiro, fazer luzes ou qualquer tipo de procedimento que exija grande quantidade de água oxigenada. As químicas não combinam e você corre o sério risco de detonar os fios ou até mesmo perdê-los.

Após os 32 anos, encontrei, em um desses sites de compra coletiva, uma promoção da famosa progressiva. Estava com medo de continuar o alisamento uma vez que, com a redução de estômago, a queda de cabelos é inevitável pela deficiência de vitaminas e, assim, perder mais cabelos ainda se continuasse a alisar, então resolvi experimentar a progressiva.

De cara, amei o resultado. Prático, mais natural, que permitia pintar os cabelos e, na minha opinião, com um resultado mais leve e bonito que o alisamento que eu fazia antes, além da possibilidade de deixá-los ondulados (secando ao natural). Mas, como nada na vida é perfeito, também tinha um lado negativo: a alta temperatura do secador fazia meu couro cabeludo descamar, parecendo estar cheio de caspas. E eu ficava constrangida.

É claro que, hoje em dia, temos no mercado uma diversidade de alisamentos disponíveis para todos os gostos e bolsos. Vamos citar alguns a seguir.

- escova progressiva: alisa os fios ondulados e diminui o volume dos crespos; tem duração aproximada de 3 meses.

- escova definitiva: alisa todos os tipos de fios, porém a tendência é que os mesmos fiquem pesados e sem balanço natural. O resultado é definitivo mesmo. Só cortando para tirar a parte alisada.

- relaxamento: ideal para quem tem os cabelos crespos e quer apenas definir os cachos; mantém-se em torno de 6 meses, que é quando necessita de retoque na raiz.

-escova inteligente: alisa os ondulados e diminui o volume dos crespos. Diferente da progressiva, pode-se lavar os cabelos no mesmo dia em que é feita e dura, em média, 4 meses.



Além dessas, já se oferece escova marroquina, de açúcar, morango, japonesa, chocolate, entre outras. Esses são os procedimentos mais conhecidos no que diz respeito ao alisamento, porém o ramo dos cosméticos é amplo e todos os dias oferece novidades.

Não podemos esquecer de falar de uma substância muito usada nos alisamentos: o formol. No Brasil, a ANVISA tem monitorado de perto produtos que contenham formol, liberando apenas a quantidade de 0,2% no uso em cosméticos. Se você usa uma formulação que contenha isso, procure sempre se informar a respeito da quantidade usada, se está correta ou não.

Também não podemos nos esquecer de falar da prova do toque. Seja em casa ou no salão, esse teste deve ser feito, principalmente se for a primeira vez que você fará o procedimento. Algumas pessoas são alérgicas aos componentes ou os cabelos podem não resistir à química, então é melhor não arriscar.

Existem também os adeptos dos kits vendidos em lojas especializadas. Por favor, gentE: leiam atentamente as instruções de uso para evitar possíveis dores de cabeça. No caso de gestantes também, antes de utilizar qualquer química deve-se consultar o obstetra para saber se é permitido ou não.



Eu resolvi assumir meus cachos, porém não posso negar que cabelos lisos são infinitamente mais práticos, embora o que realmente vale é a gentE se sentir bem, bonita, feliz e se amar sempre.

Uma linda quarta-feira à todos nós, daí e daqui.

Fabby

terça-feira, 25 de junho de 2013

Recriarte - Luminárias de Palitos de Sorvete

Sempre gostei de coisas com luzes. Quando eu era criança, não podia ver lanternas e pisca-piscas que já queria brincar com eles. Lembro-me de um abajur cilíndrico que tinha umas figuras de uns calhambeques: ligado, o abajur causava um efeito que dava a ilusão de que os calhambeques se moviam. Eu gostava muito daquele abajur.



Adorava quando chegava o Natal para ver a árvore da sala enfeitada com aquelas luzinhas. Ficava horas olhando para elas sem me cansar.

Depois que cresci, outras luzes me chamaram a atenção. Lustres, abajures, luminárias, arandelas.

Como trabalho com artesanato me perguntei, num momento de iluminação, porque não fazer alguma coisa com luz. Foi então que tive a brilhante ideia de fazer uma luminária com palitos de sorvete.

A cúpula dá mais trabalho. Não por ser difícil, mas por ser um processo lento em que palitos de sorvete são empilhados de forma ordenada e colados um a um.




Feita a cúpula, resolvi a questão sobre como prender o soquete sem utilizar uma base de madeira com parafusos. Demorei a resolver isso, mas consegui chegar a um simples pedaço de rolo de papel, em que são enrolados aqueles plásticos para embalagem, onde é encaixado o soquete.

Pintar também foi um problema. Ou eu pintava palito por palito ou fazia ginástica com as mãos pintando por fora e por dentro a cúpula já pronta. Descobri que dava para borrifar a tinta misturada à água.

A base da cúpula foi a parte mais fácil, o que resolvi com apenas quatro rolhas de cortiça que serviam de pés para a luminária.

Soquete, fio, plugue e botão interruptor já são vendidos em forma de kits próprios para fazer luminárias e abajures.



Se alguém se interessar em saber mais sobre esta técnica artesanal, é só entrar em contato com o Espace Lepage, onde encontrarão mais outros cursos sobre arte e artesanato.

Abraços do MM.

Cozinha de Açúcar - Batida

Chegou tarde e tem que sair de novo às pressas para mais outro compromisso. Não dá tempo de cozinhar nem preparar uma refeição. Vai precisar de energia para se manter em pé.

Faça uma batida bem fácil com algumas vitaminas.

Não! Não é alcoólica, apesar de se chamar batida!

Aprendi esta receita com a minha mãe. Experimentem! É bem fácil de fazer e sustenta!




Ingredientes

- 1 copo de 350 ml de leite
- 1 banana
- ½ maçã
- 2 colheres de sopa de achocolatado em pó
- 1 colher de sopa de aveia em flocos finos

Modo de fazer


Bata tudo no liquidificador, coloque no copo e beba!

A medida dos ingredientes não precisa ser seguida à risca. Vai depender da dieta de cada um. Eu faço com leite desnatado, a maçã eu coloco com casca, coloco quatro colheres de sopa de achocolatado e três colheres de sopa de aveia. Acaba rendendo dois copos de 350 ml.

Muita gente vai dizer que isso é um shake! Tudo bem, mas eu prefiro usar o bom e velho português, chamando isto de “batida”, como minha mãe me ensinou.

A batida não é uma refeição, mas dá para se sustentar por mais algumas horas. Eu costumo fazer e beber antes de ir à academia.

Façam! Vocês vão gostar!

Abraços do MM.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cozinha de Sal - Salada Caesar

Falar de salada, a gente já se lembra da nossa mãe falando: “se não comer a salada, não vai ganhar a sobremesa!”. Ave Maria! Ainda mais para uma pessoa como eu, que detestava salada. Isso mesmo, falei no verbo passado. Aprendi a comer salada já adulta, depois de uma série de problemas de saúde que tive e confesso que ainda tenho minhas restrições, mas procuro me emendar quando vou dispensar aquela folhinha de alface americana, hoje em dia.


Salada é uma palavra que vem do latim e refere-se ao sal, muitas vezes o único tempero deste tipo de preparação culinária. Pode ser feita com vários alimentos, de cores contrastantes e geralmente frios.  Suas vantagens são enormes, mais até do que as que você já estava cansado de ouvir a sua mãe mencionar:
- fornecem vitaminas, minerais e fibras que auxiliam no bom funcionamento do nosso corpo.
- pelo alto teor de água, hidratam o corpo, principalmente em dias de muito calor.
- exigem pouco tempo para o preparo e pouca habilidade culinária, se tornando uma refeição muito prática;
- por possibilitarem a mistura de vários alimentos coloridos, tornam-se bonitas e atrativas, além de permitir o seu gosto e toque pessoais.



A Salada Caesar é uma das mais famosas destes últimos tempos e se você associá-la ao frango desfiado e ovos, terá uma refeição completa.


Ingredientes:
- 1 cabeça de alface americana
- azeite de oliva a gosto
- 1 dente de alho
- 3 fatias de pão de fôrma
- 1 colher de chá de molho inglês
- 1 limão
- 2 colheres de chá de maionese
- queijo parmesão ralado ou em lascas a gosto
- sal e pimenta a gosto


Modo de fazer:
Descasque o alho e amasse com o cabo da faca “deitado” contra o alho. Misture com o azeite de oliva e deixe marinar por uma hora. Retire o alho do azeite, misture com o molho inglês, a maionese, o suco do limão e tempere com sal e pimenta para fazer o molho. 


Corte o pão de forma em cubos de 2cm, besunte com o azeite e esquente em microondas por 4 minutos em potência alta. Croutons feitos em casa!


 
Lave as folhas de alface e pique em pedaços pequenos. Coloque as folhas e o molho em uma tigela e mexa. Sirva com os croutons e o queijo parmesão.

Bom apetite!


Abraços,


Lara

Vivendo Bem - Meditação Transcendental

Quando se fala em meditação, muitos já imaginam um indiano, sentado em posição de lótus, com as mãos dispostas sobre os joelhos, de calças e turbante branco e entoando um monte de canções (mantras), não é mesmo? Pois é. Muitos até fogem do assunto por achar que a meditação é algo ligado a algumas religiões e, por isso, nem pensam em se aprofundar mais neste assunto. Se imaginassem os seus benefícios, talvez revessem os seus conceitos, principalmente se falarmos de meditação transcendental. 


A Meditação Transcendental é uma técnica mental onde experimentamos um estado de relaxamento profundo, sem esforço físico. Nela, nossa mente se torna mais calma, mas, ao mesmo tempo, mais alerta, estado denominado pelos cientistas de “repouso em alerta”, que se traduz, com a prática desta meditação, em mente calma e revigorada, revertendo, nas atividades diárias, em melhora do foco, eliminação do cansaço, aumento da paz interior e na conquista de maior equilíbrio pessoal e profissional. A Meditação Transcendental nos traz, ainda, com esse estado profundo de relaxamento, descanso duas vezes mais intenso do que o conseguido em período de sono profundo. 

Por não seguir nenhum preceito religioso ou filosófico, não requer mudança de estilo de vida e pode ser praticada em qualquer local: em casa, no trabalho, em locais públicos, nos engarrafamentos, etc. Não envolve controle da mente e da respiração, nem posturas físicas específicas ou níveis de concentração especiais, portanto pessoas de todas as idades podem praticá-la, independentemente de suas experiências de vida. 


Estudada há longos anos, só há boas comprovações de seus efeitos, que incluem aumento da criatividade, da autoconfiança, da memória e concentração; diminuição da ansiedade, da pressão arterial e das enxaquecas; além do aumento da capacidade de resolver problemas e de se lidar com o estresse e com a insônia. Por tantos benefícios, já foi implantada em escolas, empresas e instituições pelo mundo afora. 

A Meditação Transcendental tem suas origens no norte do Himalaia, através do mestre védico Adi Shankaracharya, nascido como Shankara, em torno de 788 dC, em uma família brâmane na vila Kaladi de Kerala. Maharishi Mahesh Yogi, sábio e físico indiano nascido em 1917, considerado o pai da Meditação Transcendental, foi quem buscou a popularização e a universalização do conhecimento desta técnica treinando diversos professores pelo mundo nos últimos 50 anos. 

Seus benefícios são percebidos a curto prazo. A longo prazo, só tendem a melhorar ainda mais, já que teremos a nossa mente voltada para a saúde do corpo. Portanto, se não há restrição de idade, nem de condição física, mental ou religiosa, por que não tentarmos? Vamos lá? 

 
Sente-se confortavelmente em uma cadeira ou no chão, com a coluna ereta (se quiser, pode-se cruzar as pernas, desde que se fique confortável) e feche os seus olhos, tentando soltar os ombros, os braços, o rosto e os maxilares. Continue relaxando e soltando agora o tronco, as pernas e os pés. Inspire profundamente, tentando preencher todo o tórax e o abdômen com ar. Expire lentamente, entoando um som de sua preferência, de maneira bem tranquila (o mantra OM é o mais conhecido). Mantenha-se assim por, pelo menos 20 minutos. Fácil, não é? Pratique-a duas vezes ao dia, pelo menos. Em momentos de grande estresse, a Meditação Transcendental é de grande ajuda para recuperar o equilíbrio e deixar a mente mais clara. 

 Dicas: 
- se você achar que sentar-se não o deixará confortável, deite-se com a barriga e as palmas das mãos voltadas para cima, separe suas pernas em uma largura pouco maior que a do seu quadril e volte os seus pés para fora. 
- familiarize-se com o seu mantra; quanto mais natural e suave for sua pronúncia, melhor será o resultado obtido. 
- músicas calmas e suaves, como as que contém sons da natureza, ajudam muito na prática da meditação, pois estimulam o relaxamento interno e aquietam a nossa mente. 
- mantenha as mãos juntas, uma sobre a outra, com os polegares unidos pelas pontas; você conseguirá meditar mais rapidamente assim.

 “O estudo confere ciência, mas a meditação, originalidade”, Marquês de Maricá. 

Abraços, 

Lara

sábado, 22 de junho de 2013

Numa Folha Qualquer - Um Palito de Fósforo na Calçada

Olá, pessoas supimpas!

Na época do colegial uma professora pediu para que fizéssemos uma redação com o tema “Um Palito de Fósforo na Calçada”. Naquela época eu era ruim em fazer redações, pois mesmo tendo aulas sobre como fazer uma redação eu ainda não sabia como fazê-las. Tinha dificuldade com a matéria de Português. Naquele dia eu havia faltado à aula mas não fiquei livre da tal redação porque a professora pediu para que os presentes avisassem os ausentes. E não é que os danados me avisaram?

O caso é que acabei não fazendo mesmo, pois não tinha a mínima ideia do que redigir a respeito deste tema. Um amigo meu conseguiu. Li a redação dele e estava perfeita. Ele discorreu muito bem sobre o tema. No final da folha tinha uma nota da professora dizendo o que havia achado sobre a redação, era alguma coisa parecida com ótimo ou excelente. E foi mesmo! Ele redigiu comparando o tal palito de fósforo com a solidão dele. Não que ele fosse uma pessoa solitária, mas acho que ele quis dar uma de romântico naquela hora. Confesso que fiquei com vergonha. Gostaria de ter feito algo assim e depois que li vi que eu poderia mesmo ter feito se tivesse menos preguiça, mais força de vontade e também se não tivesse medo do ridículo em escrever besteiras.

Me lembro muito bem da expressão da professora ao ver os alunos que não fizeram a redação. Era de total desapontamento. Uns não ligaram, mas no fundo eu me senti envergonhado e também não menos desapontado do que ela. Desapontado por me sentir um incapaz achando que não conseguiria fazer mesmo se tentasse. Realmente nem mesmo tentei. Vira e mexe me pego me lembrando do episódio com certo arrependimento.

Com o tempo aquela redação se transformou num fantasma a me assombrar nos anos seguintes. Fiquei com medo daquele tema, achei muito complexo. Hoje vejo que nada é complexo, podemos escrever qualquer coisa sobre tudo. É só deixar o medo de lado e dar asas à imaginação.

Bom, aqui estou eu, depois de vinte e seis anos para retomar a tal redação e enfrentar esse fantasma.



"Um Palito de Fósforo na Calçada
 

Quando eu era criança, eu e meus amigos costumávamos brincar de corrida de palitos de fósforos. Saíamos pegando pela calçada vários palitos. Quando tínhamos um punhado íamos até a sarjeta e colocávamos um tijolo para bloquear a água que por ali escorria. Formávamos uma pequena represa onde despejávamos os palitos. Os palitos viravam barcos de corrida e depois que cada um escolhia seu barco tirávamos o tijolo. E assim os barcos desciam correnteza abaixo vencendo obstáculos e adversários.

Uns eram jogados para fora do rio permanecendo encalhados na margem, outros ficavam presos em galhos de plantas, enquanto outros se amontoavam a outros barcos e ficavam pesados demais para continuar a descida. Boa parte saía da corrida quando eram jogados violentamente para a margem na grande curva da esquina. Alguns encontravam outras represas e por ali ficavam a girar sem rumo. Menos da metade continuava e poucos chegavam ao final que era um bueiro e somente um conseguia chegar antes com uma grande vantagem sobre os outros. Era o palito vencedor. Imaginem aquela imagem microscópica da corrida dos espermatozóides até o óvulo. Era parecido.

A brincadeira terminava ali no bueiro. O que aconteceria com aqueles palitos, para onde iriam não sabíamos. Já não era mais problema nosso, pois eles seguiriam seu destino sozinhos dali em diante sem que pudéssemos conhecer e interferir.

Mas e aquele palito que ficou para trás? Aquele último parado lá atrás, aquele que saiu da corrida logo no início, o que nem começou, o palito que ficou na calçada. Por que aquele piloto não se aventurou com seu barco? Talvez por medo de perder a corrida, por se achar menos do que os outros ou por não querer encarar a realidade dos obstáculos e o desconhecido mundo do bueiro. O mais importante numa corrida é o que acontece durante o percurso. É daí que vem a experiência para vencer. E não digo somente no sentido de chegar àquele final, me refiro também ao que vem depois.

Muitos não chegaram ao final, porém tentaram e aprenderam com isso. Mas aquele piloto permaneceu lá com seu barco estagnado à mercê das circunstâncias, sem avançar, sem se arriscar e jamais sabendo o que teria à sua frente. Ficar estagnado é o destino dos inseguros que não acreditam em seu próprio potencial.

Marcelo Maurício"



Bom, é isso! Será que minha professora está lendo? Que nota ela me daria?

Abraços do MM.

Recriarte - Bloco de Vidro

Saudações, galerinha do bem!

Quem aí  está construindo, reformando ou, assim como eu, terminando-reformando a casa? Muitos? Poucos?

A questão é que obra dá um trabalho danado, né? Ainda mais quando somos amadores e achamos que os profissionais devem dar um jeito, se virar e realizar nosso sonho.

Aqui em casa não foi diferente. Tínhamos que terminar a casa e mudamos algumas coisas no projeto inicial. Agora imaginem duas mulheres (eu e mamys) palpitando na obra? Pensaram no caos? Pois assim sucedeu!...hahaha...



Mamys sempre disse que queria porque queria bloco de vidro em algum lugar da casa. Sugeriu no vão que dá acesso à parte da escada da garagem para casa e na lavanderia, mas optou por colocá-lo em sua suíte no lugar do box. Foi um embate dos bons. Achei que o bloco de vidro daria trabalho, que não daria certo, que seria caro, que box era mais bonito, etc, etc e tal. 

Como trabalhamos muito, precisamos de coisas práticas em casa, para arrumar e limpar, pois tempo é algo escasso em nossas vidas e não temos mais 20 anos para ficar “alisando a casa”, fato o fato de que sofremos de “aico”: ai, como dói joelho; ai, como dói coluna; ai, como dói a perna...



Ela me convenceu a comprar os benditos blocos de vidro e fui  fazer a cotação (sou boa nisso). Pesquisei em várias lojas de material de construção, em depósitos e na internet até que achei uma liquidação em uma grande loja ao lado do Mauá Plaza Shopping.

O pedreiro fez as contas de quantos seriam necessários e a quantidade de argamassa. Feito isso, fui comprar e buscar o bloco de vidro pois não fazem entrega. O moço da loja carregou e adivinhem quem descarregou? O pedreiro e eu, pois academia é para os fracos, já que os fortes descarregam bloco de vidro.

Quando o pedreiro começou a levantar a parede, desconfiei que fosse dar certo mas tem que ter paciência. Fazer uma carreira, esperar secar um cadim, fazer outra e assim sucessivamente.

Terminada a parede, o pedreiro deu a sugestão de o acabamento ser em granito. Escolhi o granito Santa Cecília, já que o piso e o revestimento eram bege. Ficou lindo!!!



Como o “trem ficou bão”, resolvi colocar também no banheiro social. Escolhi granito Preto Indiano, pois piso e revestimento são brancos e também ficou show. Várias pessoas nos visitam e copiam a ideia de mamys. Agora, até o pedreiro também sugere para seus clientes, que ficam satisfeitos.



O bloco de vidro, também conhecido como tijolo de vidro, é um material de construção composto por duas paredes de vidro, com uma camada de ar intercalada entre as mesmas. Permite diversos tipos de acabamento, como transparência ou translucidez, lisura ou ondulação, etc. Podem ter vedação completa ou serem vazados para passagem de ar e têm diversas cores, sendo assim indicados tanto para fachadas como em ambientes internos. 

Portanto, dá para se divertir bastante com essa ideia. 

Aproveitem!

Abraços,

Rezoca

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Do Museu à Balada - Música: Vinil


Os anos 80 foram marcantes e decisivos para muitas coisas, inclusive para a grande inovação tecnológica que temos hoje em dia. As primeiras interfaces gráficas (XFree86, Windows e MacOS), o compact disc (CD), o walkman, o videocassete, são todos oriundos desta década tão prolífera em boas ideias. Como já vimos em outros textos aqui na Caminhando e Cantando (principalmente, o Synthpop), musicalmente falando, esta década também foi decisiva para uma o surgimento de gêneros musicais, estilos e influências futuras. Pelo conjunto, muito se fala e se falará nos anos 80.



Hoje, nos anos 2010, está se resgatando algo que, após o surgimento do CD, caiu em desuso: o LP, ou long play, também chamado de vinil ou, carinhosamente, de “bolacha” ou "disco". O mercado de vendas e trocas de vinil em São Paulo está extremamente aquecido e muitos têm se voltado à procurá-lo. Por que será, já que a tecnologia do CD é muito mais recente? Vamos tentar entender isso...

O  vinil é um tipo de mídia que foi desenvolvida no final dos anos 40 para reprodução de músicas. É feito de um plástico chamado “vinil1” (derivado do PVC), onde se conseguem registrar informações de áudio em microssulcos ou ranhuras de forma espiralada, interpretadas pela agulha de um aparelho chamado toca-discos. Por se tratar de uma gravação mecânica e analógica, esses sulcos (que são microscópicos), ao serem lidos pela agulha, a fazem vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico amplificado e transformado, por sua vez, em som audível: música.



Como o vinil1 é muito delicado, arranhões e poeira são os seus piores inimigos. O arranhão, por comprometer a leitura dos microssulcos de maneira irreparável, causando falha na audição das músicas; e a poeira, por se tornar abrasiva e, assim, danificar tanto o disco como a agulha do toca-discos. Portanto, os LPs precisavam sempre estar livres de poeira, guardados em seus envelopes de proteção, as “capas”, e na posição vertical.


Pois então, se o vinil é tão sensível, tão antigo, tão analógico, tão delicado, tão trambolho (por causa do tamanho), tão “tantas coisas”, por que está voltando? Por um motivo muito simples: superioridade na qualidade do som, por mais difícil que isso possa parecer.  As gravações digitais “cortam” frequências sonoras mais altas e baixas, causando eliminação de harmônicos, ecos, espacialidade e batidas graves do som, ou seja, tiram a naturalidade do som. Ao ouvir um LP, ouve-se o chiado (grande problema dos vinis), mas consegue-se sentir muito mais a naturalidade dos sons gravados.

A mídia digital eliminou o ruído e foi de grande valia para a fidelidade das gravações. Os sucessores do CD, o DVD-Audio e o SACD, são superiores em qualidade mas tiveram pouca aceitabilidade no mercado devido ao mp3, formato digital independente de mídia e extremamente difundido nos dias de hoje. Mas o mp3 tem um defeito: devido à compactação de dados, perde-se imensamente em qualidade de som.



Para defender ainda a volta dos LPs, os mais entusiastas referem-se aos aspectos expositivo (vinis ocupam mais espaço nas lojas, portanto são mais vistos), à arte em si (várias capas são verdadeiras obras de arte) e ritualístico (só quem já teve o prazer de pegar um LP, desembalá-lo, colocá-lo no toca-discos e ficar ouvindo o som e curtindo a capa, sabe do que estou falando). 

Mais um motivo para defender o vinil? Duração. Ao longo dos anos, a mídia digital se apaga, coisa que não acontece com o LP.


 Por tudo isso, até hoje se fabrica e se comercializa LPs em escalas até consideráveis, seja para comprar, trocar ou colecionar vinis novos e usados. Não se trata de um retrocesso por se preferir uma antiguidade e sim, por se procurar qualidade e fidelização dos sons que se quer ouvir.

Apenas uma curiosidade: a Polysom é a única fábrica de vinis de toda a América Latina. Ficou pronta, após meses de restaurações e reformas, no final de 2009. Mantém-se como única fabricante até hoje, com capacidade para produzir 28 mil LPs e 14 mil compactos por mês.

Saudades dos meus discos..

Abraços,

Lara